A camisa 10 do Vasco nos últimos anos: poucos protagonistas e muitas trocas

Entre diferentes donos da camisa mais simbólica do clube, poucos conseguiram assumir o protagonismo histórico da 10 vascaína
A camisa 10 do Vasco nos últimos anos: poucos protagonistas e muitas trocas
Foto: Rafael Ribeiro/ Vasco

Antes de mais nada, a camisa 10 do Vasco sempre carregou um enorme simbolismo. O número ficou eternizado pelo maior ídolo da história do clube, Roberto Dinamite, e tradicionalmente representa o jogador mais talentoso e decisivo da equipe.

No entanto, ao observar os últimos anos, é possível perceber que o peso histórico da camisa acabou diminuindo dentro de campo. Diversos jogadores passaram a vestir o número, mas poucos conseguiram assumir o protagonismo esperado.

Entre os nomes que utilizaram a 10 vascaína na última década estão Marcinho, Douglas, Evander, Bruno César, Martín Benítez, Morato, Nenê, Dimitri Payet e Philippe Coutinho. No entanto, poucos conseguiram transformar a camisa em símbolo de liderança técnica no time.

Os camisas 10 do Vasco nos últimos anos

Nos últimos anos, o Vasco teve uma sequência de jogadores diferentes utilizando a camisa 10. A rotatividade refletiu também a instabilidade vivida pelo clube dentro de campo. Alguns nomes chegaram cercados de expectativa.

Por outro lado, uns assumiram o número em momentos de reconstrução da equipe. Mesmo com estilos diferentes, nenhum conseguiu manter por muito tempo o papel de protagonista absoluto que tradicionalmente acompanha o número.

A liderança técnica de Nenê

Entre os jogadores da última década, quem mais conseguiu dar relevância à camisa 10 foi Nenê. Principalmente em sua primeira passagem, o meia foi decisivo em diversos momentos, assumindo responsabilidade técnica e liderança dentro do elenco.

Em temporadas difíceis para o Gigamte da Colina, Nenê frequentemente acabou sendo o principal nome do time em campo. Seu protagonismo ajudou a resgatar, ainda que parcialmente, o peso da camisa 10 no período.

A expectativa em torno de Philippe Coutinho

Outro nome que gerou grande expectativa foi Philippe Coutinho. Revelado pelo próprio Vasco, o meia sempre foi visto pela torcida como um talento especial. Quando voltou ao clube, havia a esperança de que ele pudesse retomar o protagonismo histórico do número 10.

Apesar da qualidade técnica reconhecida, o contexto esportivo do time e os desafios da equipe impediram que essa passagem atingisse o impacto esperado. Diante disso, ele acabou rescindindo contrato com o Vasco.

O desafio de recuperar o peso da camisa

Com tantos nomes diferentes vestindo o número ao longo dos anos, a camisa 10 do Vasco acabou perdendo parte de seu simbolismo histórico. Agora, o desafio de recuperar o protagonismo que sempre marcou a posição será do colombiano Johan Rojas.

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