Abel Ferreira após vencer o São Paulo: “Entramos muito bem e fomos melhores nos 90 minutos”

Técnico valoriza controle do Palmeiras sobre o São Paulo, elogia “leão” Vitor Roque e volta a criticar calendário brasileiro
Abel Ferreira
Foto: Cesar Greco/Palmeiras

Antes de tudo, o Palmeiras confirmou a força recente no cenário estadual, na noite deste domingo (1º). Ao vencer o São Paulo por 2 a 1, na Arena Barueri, garantiu presença na final do Paulistão pela sétima vez consecutiva. Maurício e Flaco López marcaram para o Alviverde, enquanto Calleri, de pênalti, descontou para o Tricolor.

Após a partida, o treinador valorizou o desempenho e reforçou que, no conjunto da obra, o resultado foi justo. “Hoje se confrontaram duas equipes que têm estado muito bem. O São Paulo tem bons jogadores, muito bom treinador, precisa de consistência, porque qualidade tem”, afirmou.

Além disso, Abel destacou a postura do seu time: “Entramos muito bem, com bola e sem bola. Parece-me que foi justa a forma como chegamos ao 2-0”, destacou antes de comentar sobre a tensão na partida. Um pênalti chegou a colocar o rival no jogo, ainda com o relógio favorável.

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“O nosso adversário entra outra vez no jogo num lance duvidoso e, a partir daí, ficou mais dividido. Mas isso não era nada que nós já não estivéssemos à espera”, disse. Para ele, clássicos são sempre equilibrados: “São jogos de tripla, mas na minha opinião fomos melhores ao longo dos 90 minutos.”

Um dos momentos marcantes foi a reação de Vitor Roque, que deixou o campo chorando no primeiro tempo após sucessivas faltas, mas retornou na etapa final. Abel foi direto: “Ele para mim é um leão, não é um tigrinho. Tem levado muita porrada.”

Abel Ferreira defende calendário humanizado para o futebol brasileiro

Sobre o encaixe de marcação no meio-campo, explicou que pressão alta exige condição física ideal. “Para caçar a cada três dias, eu preciso ter a minha rapaziada fresca. E o futebol brasileiro não deixa.” O treinador voltou a criticar o calendário e pediu isonomia: “No mínimo, três dias de descanso.”

Abel explicou que sua opinião é para beneficiar o espetáculo, que é preciso dar as mesmas condições para todos. Ele reforçou que a cobrança não é individual, mas estrutural. “Eu defendo aquilo que é melhor para o futebol brasileiro. Bons gramados e as mesmas condições para todas as equipes.” Segundo Abel, decisões de poupar ou não jogadores são técnicas, mas o descanso mínimo deveria ser regra.

Por fim, falou do desgaste pessoal na maratona de jogos. “Numa semana com três jogos são três noites quase sem dormir. Eu não consigo dormir depois dos jogos.” Mesmo assim, deixou claro o propósito: “O nosso objetivo é este. É por isso que trabalhamos e deixamos muitas vezes a família para trás”, finalizou.

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