Antes de mais nada, o Fluminense vive um momento delicado no sistema defensivo. Nos últimos 11 compromissos, a equipe de Renato Gaúcho teve sua meta vazada em dez oportunidades. Ao todo, foram 17 gols sofridos, média de mais de 1,5 por partida.
A única exceção foi contra o Grêmio, quando o Tricolor das Laranjeiras venceu sem ser ameaçado no placar. No entanto, a rede balançou para os adversários em confrontos contra Al-Hilal, Chelsea, Cruzeiro, Flamengo, Palmeiras, São Paulo, Internacional (duas vezes), Bahia e América de Cali.
O dado acende o sinal de alerta no Fluminense. Isso porque a fragilidade defensiva expõe o time. Em competições, como Copa Sul-Americana, Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, a consistência atrás vem sendo crucial para Renato Gaúcho conduzir o time aos títulos.
Além do número elevado de gols sofridos, chama atenção a variedade de adversários que conseguiram marcar. Todos encontraram espaço para concluir com sucesso. Essa vulnerabilidade, por exemplo, aponta para problemas de posicionamento, cobertura e transição defensiva.
Falta de solidez pode custar caro
As lesões de peças importantes como Thiago Silva, titular incontestável no Fluminense, também atrapalharam a montagem de uma linha defensiva consistente. Com isso, Renato Gaúcho se vê obrigado a realizar mudanças e improvisações constantes, o que dificulta o entrosamento.
A situação preocupa ainda mais diante da maratona de jogos decisivos que o Fluminense terá nas próximas semanas. Contra o América de Cali pelas oitavas de final da Copa Sul-Americana, qualquer vacilo pode comprometer a caminhada do time rumo ao título.
Internamente, a comissão técnica vem trabalhando para corrigir a postura defensiva. Ajustes táticos, compactação das linhas e maior atenção nas bolas paradas estão entre as prioridades. Desse modo, a ideia é recuperar a solidez que foi marca do time em campanhas recentes.




