Alvo de Cruzeiro, Fluminense e Santos, Marino Hinestroza não se apresentou ao início da pré-temporada do Atlético Nacional e colocou seu futuro no centro de um impasse que vai além de uma simples ausência.
A Agência RTI Esporte apurou que o atacante, de 23 anos, deseja deixar o clube em 2026 e entende que seu ciclo no futebol colombiano chegou ao fim. A decisão de não comparecer, sem aviso prévio à diretoria, elevou a temperatura e se tornou um problema institucional.
A ausência acabou sendo interpretada internamente como ato de indisciplina, ainda que o jogador tenha seguido em atividade. Marino Hinestroza passou o dia treinando com uma equipe multidisciplinar em um hotel em Medellín, longe do centro de treinamento do clube.
O episódio ganhou contornos públicos quando Marino Hinestroza publicou — e depois apagou — uma mensagem nas redes sociais negando qualquer tentativa de pressão. Disse não se tratar de indisciplina nem de forçar uma saída.
Ainda segundo apurou a reportagem, o alto comando alviverde entende que o gesto simboliza quebra de hierarquia. Para o estafe do atleta, trata-se do oposto: profissionalismo em meio a uma indefinição contratual que o clube ainda não resolveu.
O interesse brasileiro não é de agora. Ele nasceu do bom desempenho do atacante na última temporada, quando Marino Hinestroza se consolidou como um dos jogadores mais decisivos em atividade no futebol colombiano.
Quanto termina o contrato de Marino Hinestroza no Atlético Nacional?
Antes de tudo, Marino Hinestroza tem contrato até dezembro de 2027, o que dá ao Atlético Nacional respaldo jurídico para manter o jogador. Ao mesmo tempo, o clube reconhece que uma transferência bem conduzida pode ser financeiramente vantajosa.
A tensão atual revela justamente esse dilema: segurar um ativo valorizado contra a vontade do atleta ou negociar sem parecer refém do mercado. O que está em jogo não é apenas o destino de Marino Hinestroza, mas o controle da narrativa.
O jogador tenta evitar a imagem de quem sai “pela porta dos fundos”. O clube, por sua vez, busca reafirmar autoridade. No meio, Cruzeiro, Fluminense e Santos ficam na expetativa para reabrir conversas com o atacante. Mas, por ora, o futuro segue aberto.
Marino Hinestroza permanece valorizado, o mercado brasileiro segue atento e o Atlético Nacional precisa decidir se administra o conflito ou se transforma a crise em oportunidade. Em 2026, o atacante quer estar fora. O como — e a que custo político — ainda está em disputa.


