Após queda de Fernando Seabra no Bragantino, apenas seis clubes resistem à dança dos técnicos no Brasileirão

Com mais uma demissão na temporada, campeonato confirma alto índice de trocas no comando das equipes

Após queda de Fernando Seabra no Bragantino, apenas seis clubes resistem à dança dos técnicos no Brasileirão

A demissão de Fernando Seabra do Red Bull Bragantino ampliou o rodízio de treinadores no Brasileirão. Agora, apenas seis clubes mantêm o mesmo técnico desde o início da temporada: Palmeiras, Flamengo, Cruzeiro, Mirassol, Bahia e Ceará.

Curiosamente, cinco desses times estão entre os líderes da tabela. O dado reforça a relação entre estabilidade técnica e desempenho consistente. No topo da classificação, Abel Ferreira mantém o Palmeiras com média de 1,97 ponto por jogo, a mais alta do Brasileirão.

O time é o que mais venceu até o momento e segue com estilo agressivo e disciplinado. No Flamengo, Filipe Luís comanda o elenco mais equilibrado do torneio. O rubro-negro tem o melhor ataque (53 gols) e a defesa menos vazada (13 gols sofridos).

O ex-lateral, aliás, conseguiu traduzir sua leitura de jogo em regularidade dentro de campo. Leonardo Jardim também mantém o Cruzeiro em alta. O português soma média de 1,94 ponto por partida, com 11 vitórias, 4 empates e 4 derrotas.

A equipe mostra padrão de jogo e solidez tática. Já o Mirassol de Rafael Guanaes, mesmo com orçamento menor, se consolidou como uma das surpresas do campeonato. O time aposta em transições rápidas e defesa compacta.

No Nordeste, Rogério Ceni conduz o Bahia à 5ª posição com futebol pragmático e eficiente. O time cresceu em consistência e se tornou competitivo contra os principais rivais. O Ceará, sob o comando de Léo Condé, é o sexto resistente na elite.

O treinador mantém o clube vivo na briga para permanecer na elite e, ao mesmo tempo, com chances de classificação para a Copa Sul-Americana. Léo Condé, aliás, recusou sondagens de Juventude, Sport e Vitória em detrimento do projeto esportivo do Ceará.

Estabilidade técnica reflete no topo do Brasileirão

A coincidência não parece acaso. Os clubes que resistem à pressão das demissões colhem frutos de planejamento e continuidade. Ao contrário, as equipes que trocaram de comando enfrentam períodos de adaptação e queda de rendimento.

O caso mais recente é o próprio Red Bull Bragantino. O Brasileirão mostra que paciência e coerência no comando técnico valem tanto quanto investimento em elenco. Em uma liga de urgências, seis clubes provam que a estabilidade ainda é o melhor atalho para vencer.

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