Após rebaixamento, Paysandu vê dívida judicial crescer e comprometer 2026; saiba valor

Queda à Série C escancara passivo trabalhista acumulado e transforma a reconstrução esportiva em desafio
Após rebaixamento, Paysandu vê dívida judicial crescer e comprometer 2026; saiba valor
Foto: Jorge Luís Totti/ Paysandu

O rebaixamento do Paysandu para a Série C do Campeonato Brasileiro não representou apenas uma mudança de divisão. Funcionou como um revelador tardio de uma crise que já estava instalada, mas que se mantinha encoberta pelo calendário e pela urgência dos resultados.

A Agência RTI Esporte apurou que o clube passou a enfrentar um problema de outra natureza: a multiplicação de ações judiciais movidas por ex-atletas, com valores que pressionam um orçamento já fragilizado e colocam em xeque qualquer tentativa de reorganização para 2026.

O passivo trabalhista ganhou forma pública com a consolidação dos processos. Rossi aparece como o principal credor individual, com cobrança superior a R$ 5,1 milhões, valor expressivo mesmo para clubes que disputam divisões superiores.

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Leandro Vilela possui ação acima de R$ 4 milhões. Isso, aliás, amplia a percepção de que a política de contratações e renovações teve condução sem correspondência com a capacidade real de pagamento do clube.

O quadro se agrava quando se observa que esses não são casos isolados. Dudu Vieira cobra pouco mais de R$ 700 mil, Pedro Delvalle reivindica cerca de R$ 915 mil, enquanto Ramón Martínez aciona o Paysandu por aproximadamente R$ 808 mil.

Ainda segundo apurou a reportagem, André Lima soma à lista uma ação superior a R$ 1,6 milhão, e Jorge Benítez completa o conjunto com R$ 333 mil. Individualmente, são cifras administráveis. Entretanto, formam um passivo difícil de equacionar a curto prazo.

Os processos em curso não apenas comprometem o caixa, como afetam a credibilidade do clube no mercado, dificultando negociações, renovações e até a chegada de novos atletas. O risco de bloqueios judiciais passa a ser parte permanente da gestão.

Passivo fora de campo redefine a reconstrução do clube

O cenário expõe a fragilidade institucional do Paysandu. A ausência de planejamento de longo prazo transformou soluções emergenciais em regra, empurrando responsabilidades para o futuro. Agora, esse futuro chegou. Para 2026, o desafio da diretoria será menos esportivo do que estrutural.

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