A eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo provocou mudanças nos bastidores da CBF, mas não alterou o planejamento para a comissão técnica. Carlo Ancelotti segue no comando da seleção até a Copa do Mundo de 2030.
A Agência RTI Esporte apurou que a avaliação feita pela cúpula da CBF é de que a derrota não pode ser atribuída exclusivamente ao treinador italiano, contratado justamente para liderar um projeto de longo prazo.
Internamente, dirigentes entendem que mudanças estruturais são necessárias, mas acreditam que elas devem ocorrer principalmente na composição da comissão técnica e na organização do departamento de futebol.
Por isso, os próximos dias serão marcados por reuniões para analisar o desempenho dos profissionais que acompanharam Carlo Ancelotti. Alguns nomes, considerados históricos dentro da Seleção Brasileira, correm risco de não permanecer no próximo ciclo.
A intenção é aproveitar o período até o início das Eliminatórias Sul-Americana para a Copa do Mundo de 2023 para redefinir funções e promover ajustes sem comprometer a continuidade do trabalho do treinador italiano.
Cláudio Taffarel e Davide Ancelotti podem deixar a comissão
Entre os profissionais que têm futuro indefinido está Cláudio Taffarel. Campeão mundial em 1994 e integrante da comissão técnica da Seleção Brasileira há vários anos, o treinador de goleiros pode não permanecer no projeto que visa a Copa do Mundo de 2030.
A possível saída do ex-goleiro faz parte da avaliação conduzida pela CBF sobre a necessidade de renovar alguns setores da comissão técnica. Embora Cláudio Taffarel tenha prestígio dentro da entidade, sua permanência ainda será discutida nas próximas semanas.
Outra mudança considerada praticamente inevitável envolve Davide Ancelotti. Filho e auxiliar direto de Carlo Ancelotti, ele está próximo de retomar a carreira como treinador principal. O italiano recebeu proposta para assumir o Lille, da França.
Caso o acordo seja oficializado, deixará a função exercida na Seleção Brasileira. A tendência é que Carlo Ancelotti indique outro profissional de sua confiança para ocupar a vaga e manter a estrutura de trabalho adotada desde sua chegada ao comando da equipe.
Rodrigo Caetano também será avaliado
As mudanças podem atingir ainda a coordenação de seleções da CBF. Rodrigo Caetano, responsável pela gestão do futebol da equipe principal, também passou a ter sua permanência debatida internamente após o desempenho brasileiro no Mundial.
Embora ainda não exista uma decisão definitiva, dirigentes próximos ao presidente Samir Xaud avaliam que o ciclo até 2030 pode exigir uma reorganização administrativa para fortalecer o planejamento esportivo da Seleção Brasileira.
O entendimento dentro da entidade é que o fracasso em Nova Jersey deve servir como ponto de partida para uma revisão de processos, sem que isso represente uma ruptura completa do projeto liderado por Carlo Ancelotti.
A manutenção do treinador italiano é tratada como prioridade porque a CBF acredita que mudanças frequentes no comando técnico comprometeram ciclos anteriores. Dessa vez, a estratégia será preservar o responsável pela equipe e promover ajustes ao seu redor.
Com Carlo Ancelotti mantido no cargo e alterações previstas em funções estratégicas, a CBF pretende iniciar um novo ciclo apostando na continuidade do trabalho, mas com uma estrutura renovada para recolocar o Brasil entre os principais candidatos ao título mundial em 2030.
