Antes de tudo, o técnico Arthur Bernardes relembrou a passagem pelo Flamengo, durante sua participação no podcast da Agência RTI Esporte. O treinador revelou bastidores do convite feito por Washington Rodrigues, o Apolinho, para integrar a comissão técnica rubro-negra. Segundo ele, a decisão teve peso pessoal e não profissional, marcada pela relação de amizade construída ao longo dos anos.
“Com relação ao Flamengo, foi uma coisa muito diferente na minha vida, porque eu estava numa dúvida se eu ia ou não. O Apolinho me ligou e eu falei: poxa, deixa eu pensar”, contou o treinador, ao lembrar do primeiro contato feito pelo radialista.
Arthur Bernardes afirmou que o convite ocorreu no momento em que Washington Rodrigues se preparava para a estreia no comando da equipe, em Buenos Aires. “Ele falou: vou para Buenos Aires, tenho o Juventude, na estreia dele contra o Vélez, depois a gente volta para o Rio e aí você me fala”, relatou.
Ademais, o treinador explicou que aceitou o convite movido pela lealdade. “A minha amizade com ele sempre foi muito latente, com a família toda. Eu não tinha como dizer que ia pensar no meu ego. Eu fui e não me arrependo. Fiz uma coisa por um irmão”, afirmou.
Arthur conta ter vivido momento de crescimento, mesmo sem ser o técnico principal
Arthur também rebateu críticas de que a decisão teria prejudicado sua trajetória profissional. “Muita gente falou que eu não deveria ter ido, que estraguei minha carreira. Acho que não. Vim para ajudar um amigo e ponto. Eu não sou auxiliar de ninguém”, disse.
Por fim, na convivência diária, o técnico destacou o aprendizado e a liberdade de trabalho. “Eu montava o treinamento, mostrava, perguntava o que ele achava, e ele dizia que não entendia nada daquilo. Ele perguntava qual o menu de hoje? Ele mandava cada um assim. Era fantástico. Na verdade, aprendi mais do que ele”, concluiu.




