Primeiramente, a megaoperação policial da última terça-feira, dia 28, alterou profundamente a rotina dos clubes cariocas. As equipes ajustaram horários de treinos e deslocamentos para garantir a segurança dos atletas e funcionários.
No Flamengo, as medidas foram mais rígidas, já que o elenco retornava da Argentina após enfrentar o Racing pela Copa Libertadores da América. O clube adotou escolta reforçada e intensificou protocolos de segurança no trajeto do aeroporto até o centro de treinamento.
Desde maio, parte do elenco já vinha contratando serviços privados, após episódios de violência na cidade. Um deles foi o ataque ao carro do goleiro Agustín Rossi, alvejado por disparos na Linha Amarela.
Situação semelhante viveu o meia Giorgian De Arrascaeta, alvo de uma tentativa de assalto na saída do Estádio do Maracanã há uma semana. Nenhum atleta se feriu, mas os casos serviram de alerta para o aumento da demanda por escoltas armadas e vigilância pessoal.
A categoria vê na segurança privada uma alternativa necessária diante da insegurança urbana. Em entrevista exclusiva a Rádio Manchete, o especialista Josué Sidrônio explicou que o serviço cresceu entre os atletas.
“A segurança privada hoje tem uma importância muito grande para eventos, estádios de futebol e até deslocamentos diários. Muitos jogadores já contam com vigilantes pessoais para garantir o trajeto seguro”, disse antes de prosseguir:
“Temos equipes qualificadas, com gestores formados em segurança privada. Eles sabem operar grandes eventos, definir rotas de entrada e saída e lidar com o público. Tudo é feito com planejamento e inteligência, não com improviso”, destacou.
O Flamengo também recorreu à segurança privada?
Segundo Josué Sidrônio, os clubes buscam empresas que integrem ações com órgãos públicos: “Quando o time contrata a empresa, ela atua em parceria com as forças de segurança pública. O foco é garantir segurança total na chegada e no deslocamento dos atletas”, disse.
Por fim, ele também ressaltou que o trabalho não se limita aos jogadores. “Estamos com as famílias dos atletas e até com torcedores. É uma missão que une segurança pública e privada para proteger o cidadão”, completou o especialista, que também atua no Maracanã, São Januário e Nilton Santos.




