Atlético-MG não renova com Victor Bagy e busca novo diretor de futebol

Ex-goleiro foi determinante para a conquista da Libertadores de 2013 e era referência interna pela postura no dia a dia.
VICTOR COMENTA GRUPO DO GALO NA SUL-AMERICANA.
FOTO: PEDRO SOUZA/ATLÉTICO-MG

Antes de mais nada, Victor Bagy não renovará contrato com o Atlético-MG. O ídolo do Galo, o ex-goleiro está na gestão atleticana desde 2021. Com isso, a diretoria da SAF vai ao mercado em busca de um nome para o cargo de diretor de futebol.

A saída dele não foi uma ruptura súbita. A decisão veio após reuniões com Rafael Menin, um dos sócios da SAF e com Paulo Bracks, executivo do departamento de futebol. Dessa forma, ele é o primeiro deixar o Atlético dentro do processo de reestruturação para 2026.

Victor encerrou a carreira em 2021 como um dos maiores goleiros da história do Atlético. O apelido de “Santo” não caiu do céu. Ele foi determinante na conquista da Libertadores de 2013 e virou referência interna pela postura firme no dia a dia. Ao trocar as luvas pela gestão, tornou-se peça-chave na estrutura deixada por Rodrigo Caetano, de quem era o apoio direto. Quando Caetano partiu para a CBF, Victor assumiu o controle do futebol no momento em que o clube ainda lidava com transições importantes.

Sob sua gestão, o Atlético apostou em Gabriel Milito, alcançou dois vice-campeonatos continentais e nacionais, mas sofreu forte oscilação no Brasileiro. Na montagem de 2025, Victor demorou para escolher o treinador e recorreu a Cuca. O investimento pesado em Júnior Santos (cerca de R$ 48 milhões) não se pagou em campo, com apenas dois gols em quase 30 jogos.

Victor Bagy perdeu espaço na gestão do clube?

Com a chegada de Paulo Bracks para assumir a função de CSO, acima de Victor, o Galo ajustou a hierarquia. Bracks ganhou espaço, especialmente na janela do meio do ano. Mesmo com o título mineiro, o desempenho final da equipe, além de quedas precoces em mata-mata e risco de rebaixamento até as últimas rodadas. Com isso, ficou evidente que a engrenagem precisava ser revista. A SAF agiu pelo tradicional caminho: reorganização interna antes de pensar em reforços.

Em suma, como jogador, Victor disputou 424 partidas pelo Atlético e construiu uma trajetória sólida no clube. Levantou Libertadores, Recopa, Copa do Brasil e quatro títulos estaduais, acumulando 205 vitórias. A defesa do pênalti contra o Tijuana, em 2013, permanece como símbolo máximo de sua passagem.

Por fim, sua saída da diretoria encerra um ciclo que começou no gol e atravessou a gestão. Voz correntes nos bastidores, é que ele deixa um legado que não se medir apenas pelos resultados de 2024 e 2025. Seu nome tem peso na história no clube.

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