Antes de mais nada, o Vasco estreou com derrota o Campeonato Brasileiro. O tropeço diante do Mirassol reacendeu o debate sobre desempenho e continuidade de Fernando Diniz. Isso porque ele possui um desempenho nada agradável somando as duas passagens pelo clube.
Um levantamento com técnicos que passaram pelo Vasco nos últimos anos coloca Fernando Diniz entre aqueles com piores índices de aproveitamento, evidenciando a instabilidade que tem marcado o departamento de futebol cruz-maltino.
Fernando Diniz registra 41% de aproveitamento, índice inferior ao de nomes como Maurício Barbieri (44%), Maurício Souza (46%) e Rafael Paiva (47%), e distante de técnicos que conseguiram maior regularidade, como Jorginho (57%) e Zé Ricardo (59%).
No recorte, apenas Álvaro Pacheco, com 8%, apresenta desempenho mais baixo. Os números reforçam um padrão recorrente no Vasco: trocas frequentes no comando técnico, trabalhos interrompidos precocemente e dificuldade em consolidar uma proposta de jogo.
Mesmo treinadores com currículo relevante no cenário nacional, como Fernando Diniz, encontram obstáculos para transformar ideias em resultados consistentes no clube. No Vasco, porém, o cenário de pressão por resultados imediatos tem comprometido processos.
Histórico recente expõe dificuldade de continuidade
Antes de tudo, o levantamento também mostra que nenhum dos técnicos listados ultrapassou a marca de 60% de aproveitamento, indicador que, em geral, sustenta trabalhos mais longos no futebol brasileiro.
Ramón Díaz (52%) e Fábio Carille (51%), por exemplo, apresentaram desempenho intermediário, ainda assim insuficiente para estabelecer ciclos duradouros. No caso de Fernando Diniz, o índice de 41% coloca seu trabalho sob observação constante.
Embora o treinador seja defendido pelo presidente do Vasco, Pedro Paulo de Oliveira, e do elenco pela tentativa de mudança de identidade futebolística, os resultados seguem como fator determinante para sua permanência.
A sequência da temporada tende a ser decisiva. Para Fernando Diniz, o desafio é transformar discurso e modelo de jogo em pontuação, algo que seus antecessores não conseguiram sustentar quando passaram pelo Vasco.





