Antes de mais nada, o Botafogo confirmou presença na final da Taça Rio ao empatar sem gols com o Boavista, neste sábado, 28, no estádio Nilton Santos. Como havia vencido o confronto de ida por 2 a 0, em Saquarema, o time alvinegro avançou com tranquilidade no placar agregado. Apesar da classificação, a atuação pouco inspirada gerou vaias ao fim da partida.
Primeiro tempo de baixa intensidade
Com a vantagem construída fora de casa, o técnico Martín Anselmi optou por escalar a equipe reserva. O Botafogo manteve maior posse de bola, mas em ritmo lento, sem agressividade para desmontar a defesa adversária. A melhor chance saiu dos pés de Artur, o jogador alvinegro mais ativo da etapa inicial.
Após jogada individual, ele criou oportunidade que terminou em finalização imprecisa de Correa. No mais, o time encontrou dificuldades para transformar controle territorial em chances claras. O Boavista, comandado por Gilson Kleina, priorizou o sistema defensivo. Fechado, praticamente não atacou no primeiro tempo e se limitou a evitar riscos.
Mudança de postura e equilíbrio
Na etapa final, o Boavista voltou mais ousado. A entrada de Luís Henrique aumentou a presença ofensiva, enquanto Lucas Silva e Berê passaram a apoiar com mais frequência. Percebendo o crescimento do adversário, Martín Anselmi promoveu alterações no setor ofensivo para recuperar o controle. Nathan Fernandes levou perigo em finalização rasteira, defendida por Maticoli, mas o jogo seguiu sem grandes emoções.
Classificação confirmada e agenda
Sem sofrer gols e sem ampliar a vantagem, o Botafogo administrou o resultado até o apito final. A classificação, no entanto, não impediu a insatisfação da torcida, que protestou diante da atuação burocrática.
Na final da Taça Rio, o adversário será o Bangu, em data a ser confirmada. Antes disso, o clube volta as atenções para a fase preliminar da Copa Libertadores da América. Na terça-feira, 3, enfrenta o Barcelona, em Guayaquil, em confronto decisivo por vaga na fase de grupos.





