Antes de mais nada, o Botafogo concluiu um processo interno de demissões e projeta uma economia milionária ao longo de um ano. A princípio, a medida faz parte de um pacote de ajustes promovido por John Textor, acionista majoritário do futebol alvinegro, que alega buscar maior eficiência operacional.
A Agência RTI Esporte apurou que o departamento de futebol foi um dos mais impactados. O clube, após as saídas do auxiliar fixo Cláudio Caçapa e do coordenador de scout Raphael Rezende, promete novos cortes.
A diretoria também desligou profissionais ligados às categorias de base e ao futebol feminino. As mudanças também envolveram setores administrativos, ainda que o foco principal tenha sido a estrutura esportiva.
Reestruturação atinge áreas estratégicas
As saídas no futebol chamaram atenção por envolverem funções consideradas estratégicas no planejamento técnico. A comissão permanente e o setor de análise de mercado têm papel direto na montagem de elenco e no acompanhamento de atletas.
A estimativa da SAF, segundo duas fontes consultadas pela reportagem, é reduzir a folha salarial em cerca de R$ 11 milhões no período de 12 meses. O número engloba salários e encargos trabalhistas dos profissionais desligados.
Ajuste financeiro e planejamento
O alto comando alvinegro, antes de tudo, trata o movimento como parte de um redesenho estrutural. A meta é tornar processos mais enxutos e centralizar decisões, diminuindo sobreposição de funções e custos fixos.
O discurso oficial sustenta que as mudanças não representam descontinuidade no projeto esportivo, mas sim uma reorganização para dar maior sustentabilidade ao modelo de gestão. Ainda assim, o impacto imediato é sentido principalmente nas áreas de apoio ao futebol.
Desafio de equilibrar contas e desempenho
A reestruturação ocorre em meio à necessidade de manter competitividade dentro de campo sem ampliar despesas. Clubes organizados sob o modelo de SAF operam com metas financeiras claras, o que frequentemente exige cortes e reavaliação de contratos.
Para o Botafogo, o desafio agora será conciliar a economia projetada com a manutenção de desempenho esportivo. A redução da folha pode aliviar o caixa, mas exigirá eficiência redobrada no planejamento técnico ao longo da temporada.





