Botafogo se inspira em feito de 1993 para superar o Peñarol na Libertadores

Nesta segunda-feira, 30, o Botafogo celebra 31 anos de uma de suas principais conquistas: a Copa Conmebol de 1993. Num Maracanã lotado, o Glorioso venceu o Peñarol na disputa por pênaltis e ficou com o título do torneio continental. Curiosamente, o time uruguaio será novamente adversário do Botafogo, mas desta vez na semifinal da Libertadores.
Aquela título veio em um momento muito conturbado para o clube, que viveu um verdadeiro desmanche depois da perda do título do Campeonato Brasileiro no ano anterior, em 1992. Até mesmo por isso, a aposta foi em jovens recém promovidos das categorias de base. Um dos que acabaram se destacando foi Alexandre Silva.
Em entrevista exclusiva à Agência RTI Esporte, o ex-jogador, que atuava como lateral esquerdo, relembrou aquela conquista. Atualmente aos 52 anos, Alexandre é o representante daquele vitorioso elenco e constantemente é homenageado pelo Botafogo.
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“Eu lembro que os dirigentes fizeram uma reunião conosco para falar sobre a questão financeira ruim. Não tínhamos medo. Nós fomos preparados para ser profissionais do Botafogo, então assumimos aquilo. A questão que chocou foi que todos os meninos da base subiram de uma vez. Essa situação também acabou facilitando nossa adaptação e terminou com o título da Copa Conmebol de 1993”, disse Alexandre Silva antes de prosseguir:
“A cobrança em cima do nosso time ficou em cima daquilo que o Botafogo tinha feito no ano anterior (vice-campeão do Campeonato Brasileiro). Naquela época a Conmebol era muito mais difícil, já que costumavam ser clubes que ficaram na segunda colocação das competições nacionais. O nível era muito mais alto e melhor do que a Copa Sul-Americana hoje”, completou Alexandre.
O fato curioso nisso tudo é que o Botafogo está novamente próximo de uma conquista continental e terá o Peñarol pelo caminho. Os dois clubes se enfrentam nos próximos dias 23 e 30 de outubro valendo vaga na grande decisão da Taça Libertadores. Novamente os jogadores podem olhar para o passado vitorioso e buscar inspiração em craques, assim como aconteceu em 1993.
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“Quando você é um atleta jovem, sempre procura se espelhar num ex-grande atleta. Eu estava no Botafogo, tive uma relação muito próxima com esses ídolos do clube como Nilton Santos, Jairzinho, Gérson… até que chegou o Carlos Alberto Torres para treinar a nossa equipe. Quando ele veio comandar a nossa equipe, eu sabia que ele tinha muito a me ensinar no futebol”, disse Alexandre Silva, destacando a importância do capitão do tri.
“O Carlos Alberto foi fundamental para aquela conquista da Copa Conmebol. Ele sabia equilibrar os momentos de carinho, quando necessário, mas também criticava os jogadores nos momentos certos. O Carlos Alberto Torres sempre foi muito básico. A gente treinava durante a semana e ele cobrava o que era necessário fazer”, completou o ex-lateral-esquerdo.
Diferente do que aconteceu em 1993, o Botafogo será obrigado a decidir a classificação para a final da Libertadores em Montevidéu. Naquela decisão de Conmebol, no entanto, o alvinegro jogou a primeira partida no Uruguai e acabou campeão diante de sua torcida, no Maracanã. Na fase preliminar, contra o Red Bull Bragantino, nas oitavas, quando enfrentou o Palmeiras, e nas quartas, diante do São Paulo, o alvinegro também buscou a classificação longe do Rio de Janeiro.