Brasil perde para a China e fica fora da Copa do Mundo Feminina de basquete pela terceira vez seguida

Seleção luta, mas sucumbe diante das anfitriãs em Wuhan e amplia jejum em competições internacionais
Brasil perde para a China e fica fora da Copa do Mundo feminina de basquete pela terceira vez seguida
Foto: Divulgação/ X @basquetebrasil

Antes de mais nada, a equipe feminina de basquete do Brasil lutou, mostrou competitividade em boa parte do jogo, mas acabou derrotada pela China por 83 a 71, no Sport Centre de Wuhan, e ficou fora da Copa do Mundo Feminina de 2026, que será disputada na Alemanha.

Com o resultado, o Brasil amarga, por exemplo, sua terceira ausência consecutiva no principal torneio da modalidade. Enfrentar a China, atuando como anfitriã do Pré-Mundial, já representava um desafio considerável.

A equipe asiática é uma das potências recentes do basquete feminino e confirmou seu favoritismo ao longo da partida. O Brasil entrou em quadra pressionado pela necessidade de vitória para garantir vaga na competição.

Ainda assim, conseguiu competir em igualdade durante boa parte do primeiro tempo. A pivô Damiris Dantas foi a destaque do Brasil. Com atuação dominante no garrafão e eficiência nos arremessos, terminou o jogo como cestinha, com 30 pontos.

Brasil mostra competitividade

Apesar do favoritismo das chinesas, a Seleção Brasileira apresentou um desempenho consistente nos primeiros 20 minutos. Isso porque chegou a liderar o placar em alguns momentos e manteve o jogo equilibrado.

Ao fim do primeiro tempo, a China vencia por 46 a 42, vantagem considerada administrável diante do cenário da partida. O desempenho animava e indicava que a equipe ainda tinha condições de buscar a virada.

Erros custam caro na reta final

O panorama mudou após o intervalo. O Brasil voltou para o segundo tempo com dificuldades na execução ofensiva e passou a cometer erros em sequência, especialmente nas transições e nas decisões de arremesso.

A China aproveitou o momento para ampliar a vantagem e controlar o ritmo da partida. Com maior consistência, abriu dois dígitos no placar e passou a administrar o confronto. Na reta final, quando perdia por 70 a 59, o Brasil ainda ensaiou uma reação.

Uma cesta de três pontos de Damiris reacendeu as esperanças, mas a equipe insistiu em arremessos de longa distância sem sucesso. Para complicar ainda mais, a pivô Kamilla Cardoso atingiu o limite de faltas e foi excluída nos minutos finais.

Derrotas anteriores foram determinantes

A eliminação não pode ser atribuída apenas ao resultado diante da China. Ao longo da competição, o Brasil já havia complicado sua situação com derrotas para seleções europeias, como Bélgica e República Tcheca.

Esses resultados ampliam um retrospecto negativo recente contra equipes da Europa, que vêm dominando o cenário internacional e impondo dificuldades recorrentes à seleção brasileira. Ao fim do torneio, o Brasil terminou na quinta colocação, sem vaga no Mundial.

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