Caixa se manifesta sobre uso do terreno do Gasômetro para construção do estádio do Flamengo

O imbróglio envolvendo a Caixa Econômica Federal e o Flamengo por conta do uso do terreno do Gasômetro por parte do Rubro-Negro para a construção de seu estádio está longe do fim. Depois de entrar na Justiça, no início do mês pedindo a anulação do leilão do local, a empresa pública promete ir até o fim para ser ressarcida pelo valor que avalia ser o correto pelo espaço. O clube carioca arrematou o imóvel por R$138 milhões, no dia 31 de julho. O pagamento foi feito à vista.
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A Agência RTI Esporte conversou com fontes ligadas a CEF que ressaltaram que a empresa não é contra a aquisição do terreno e, também, a construção do estádio. Internamente, a avaliação é de que a nova casa do Flamengo será importante para a economia da cidade do Rio de Janeiro. Além disso, a arena pode ajudar no projeto urbanístico da região portuária do município.
No entanto, o principal ponto de discordância entre a Caixa e o Flamengo está no valor pago pelo clube para a aquisição do terreno. Na avaliação da empresa pública, o potencial construtivo da área corresponde a seis vezes o montante definido em leilão. Portanto, o Rubro-Negro teria que pagar mais de R$800 milhões para ter direito a uso do espaço para a construção do estádio.
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Questionada sobre o real interesse público na construção do estádio, a CEF afirmou que a obra só atende aos interesses privados do próprio Flamengo. Para as fontes ouvidas pela reportagem, mesmo que o terreno pertença a fundo de investimento, “o interesse segue sendo público, uma vez que a administração desse fundo é feito pela própria Caixa Econômica Federal”.
Negociações com o Flamengo e desapropriação
A Agência RTI Esporte apurou, ainda que a Caixa e o Flamengo chegaram a negociar um valor para a aquisição do terreno. Segundo fontes da empresa, ao ouvir que o montante estaria atrelado ao potencial construtivo da área, os representantes do clube carioca desistiram das negociações. Na sequência, acionaram a Prefeitura do Rio de Janeiro solicitando a desapropriação do espaço, como foi feito posteriormente pelo executivo municipal.
“O Flamengo só queria pagar pelo terreno. Mas teria que pagar pelo potencial construtivo da área como fizeram as incorporadoras”, afirmou uma fonte da Caixa Econômica Federal à reportagem.