Caso Bruno Henrique: Julgamento é interrompido e nova data será confirmada; saiba detalhes

Auditor pediu vista do processo e julgamento acabou interrompido

BRUNO HENRIQUE

O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, foi novamente julgado pelo Superior Tribunal de Justiça Deportiva (STJD), nesta segunda-feira, 10. O Pleno do tribunal voltou a avaliar o caso do jogador, suspenso por 12 jogos por favorecer apostadores esportivos. No entanto, o julgamento acabou interrompido já que um dos auditores solicitou vista do processo. A retomada do julgamento pode acontecer ainda nesta semana.

Até o momento da paralisação do julgamento, apenas um voto havia sido computado. O relator Sergio Furtado Filho votou pela absolvição do artigo 243-a, que foi justamente o que fez o atleta ser suspensão anteriormente. Além disso, o auditor também votou contrario à multa de R$ 100 mil. Já no segundo voto, o auditor Marco Aurélio Choy pediu vista do processo. Ou seja, o julgador pediu um tempo maior para avaliar o processo e ter um conhecimento mais profundo. Assim, o julgamento acabou interrompido e será retomado em nova reunião ainda a ser confirmada.

No julgamento desta segunda-feira, a defesa de Bruno Henrique buscava a diminuição da pena ou a anulação por completo do caso. Enquanto a procuradoria entendia que a punição de 12 jogos aplicada anteriormente foi muito pequena. A intenção dos procuradores era aumentar o período de suspensão de Bruno Henrique.

Em setembro, quando aconteceu o primeiro julgamento do caso de Bruno Henrique, o jogador acabou enquadrado nos artigos 243 e 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que consta: “Atuar, de forma desleal ou fraudulenta, com o fim de influenciar resultado de partida, evento ou equivalente”. Na ocasião, o jogador pegou uma punição de 12 partidas, mas vinha atuando normalmente com base em um efeito suspensivo.

Entenda o caso

Bruno Henrique é acusado de manipulação de resultados para beneficiar apostadores. O caso ocorreu no Campeonato Brasileiro de 2023, quando o atacante recebeu um cartão amarelo em falta sobre Yeferson Soteldo. O caso levantou suspeitas das casas de apostas.

A Justiça Brasileira foi alertada e as investigações tiveram início. Durante o processo de investigação, a Polícia Federal teve acesso aos celulares dos acusados e identificaram uma conversa de Bruno Henrique com seu irmão, Wander Nunes Júnior. Desse modo, a conclusão foi de que Bruno Henrique forçou, de fato, o cartão amarelo.

O jogador acabou enquadrado nos artigos 243 e 243-A do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que consta: “Atuar, de forma desleal ou fraudulenta, com o fim de influenciar resultado de partida, evento ou equivalente”.

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