Antes de mais nada, a CBF e o técnico Carlo Ancelotti já trocam minutas contratuais para estender o vínculo até a Copa do Mundo 2030. Restam apenas ajustes burocráticos para que o novo acordo seja formalizado e anunciado.
A Agência RTI Esporte apurou que o movimento de Samir Xaud, presidente da CBF, reforça a intenção da entidade de garantir estabilidade no comando técnico da Seleção Brasileira em ciclo longo, algo incomum em gestões anteriores.
A Seleção Brasileira, antes da chegada do italiano, teve Fernando Diniz e Dorival Júnior como treinadores. Além disso, a equipe Canarinha contou com Ramon Menezes, então técnico da equipe Sub-20, como interino.
Salário mantido, bônus em discussão
O salário fixo de aproximadamente R$ 5 milhões por mês será mantido na renovação. A base contratual segue os parâmetros já estabelecidos no vínculo atual, considerado um dos mais altos da história da seleção.
A principal mudança deve ocorrer no campo das bonificações. A CBF avalia ampliar os valores atrelados a metas esportivas e conquistas de títulos. No contrato vigente, por exemplo, está prevista uma cláusula que assegura ao treinador italiano uma bonificação.
Ficou acordado que a CBF pagará 5 milhões de euros (R$ 39,9 milhões, na cotação atual) caso o Brasil conquiste a Copa do Mundo FIFA 2026. O modelo ficou estabelecido como base em metas progressivas, com premiações escalonadas conforme o desempenho.
Planejamento de longo prazo
A renovação até 2030 sinaliza estratégia de continuidade. A avaliação interna é de que a estabilidade no comando técnico aumenta as chances de consolidação de um projeto competitivo em dois ciclos consecutivos de Copa do Mundo.
O ambiente entre treinador, empresário e dirigentes vem sendo considerado positivo nos bastidores da CBF. As conversas evoluíram sem ruídos e a troca de documentos indica que o entendimento já está consolidado.
Com salário preservado e possibilidade de bônus mais robustos, a CBF trabalha para anunciar em breve a extensão contratual, assegurando a permanência de Carlo Ancelotti no comando da seleção brasileira até 2030.





