Antes de mais nada, a proibição de imagens nas cabines anunciada pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol) altera a rotina das transmissões esportivas no País e impõe um novo enquadramento às coberturas realizadas por rádios e web rádios nos estádios.
A partir de agora, narradores e comentaristas não poderão mais exibir imagens diretamente das cabines ou das áreas internas destinadas à imprensa durante as partidas organizadas pela entidade. A medida já foi comunicada oficialmente aos veículos credenciados.
À medida passa a valer para todas as competições sob responsabilidade da CBF. O áudio segue liberado, como tradicionalmente ocorre nas transmissões radiofônicas, mas qualquer captação de imagem no interior das cabines está vetada.
“A decisão da CBF soa como mais um uma covardia. As transmissões não mostram o jogo, apenas a reação de narradores e comunicadores”, disse o narrador esportivo Victor Pereira, do Chala Podcast, antes de prosseguir:
“Conteúdo autoral que sempre fez parte do entretenimento esportivo, adaptando-se a modernidade nas mídias. No fim das contas, a medida levanta a dúvida que ecoa nas cabines: a quem realmente interessa calar quem só quer levar emoção ao torcedor?”, desabafou.
Mudança acompanha modelo internacional
A decisão segue parâmetro semelhante ao adotado pela Conmebol, que já restringe a exibição de imagens internas em seus torneios continentais. A intenção é padronizar procedimentos e reforçar o controle sobre os direitos de transmissão e uso de imagem dentro das arenas.
Embora as rádios operem historicamente com foco no áudio, o avanço das plataformas digitais levou muitas emissoras a incorporarem vídeo às suas transmissões, exibindo bastidores e a atuação de seus profissionais nas cabines.
Impacto no mercado e debate sobre direitos
A nova diretriz reacende discussões sobre os limites entre liberdade de cobertura jornalística e exploração comercial de imagem em eventos esportivos. Para emissoras digitais, o vídeo tornou-se ferramenta estratégica de engajamento e monetização, o que exigirá ajustes.
Especialistas em direito desportivo apontam que entidades organizadoras possuem prerrogativa para disciplinar o uso de imagem em áreas sob sua administração. Ainda assim, o tema tende a provocar debate, especialmente diante da expansão das web rádios.
A CBF sustenta que a medida não interfere na essência do rádio esportivo. O movimento reforça uma tendência de maior controle institucional sobre o ambiente das arenas, em um cenário em que o futebol amplia sua presença e valor no ecossistema digital.





