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COI anuncia a primeira edição dos Jogos Olímpicos dos Esportes Eletrônicos, na Arábia Saudita, em 2025

O Comitê Olímpico Internacional (COI) anunciou a criação dos Jogos Olímpicos dos Esportes Eletrônicos e a primeira edição do torneio acontece no próximo ano, na Arábia Saudita. Em meio aos movimentos da entidade para trazer ao seu programa esportivo modalidades que atraiam o público jovem (como por exemplo o skate, o surf e o street), a competição reconhece os E-Sports como prática esportiva e olímpica.

Em entrevista a Agência RTI Esporte, o mestre em Direito Desportivo e autor de dois livros com a temática dos E-Sports, Ricardo Miguel, acredita que a criação do Jogos Olímpicos dos Esportes Eletrônicos é um passo importante para a entrada da modalidade no programa olímpico. A abordagem Olímpiadas e a modalidade é tratada em sua obra mais recente: “O Reconhecimento dos E-Sports como Desporto Olímpico e seus efeitos desportivo-trabalhistas no cenário luso-brasileiro“.

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“Sem dúvida que essa iniciativa do COI chancela o reconhecimento do desporto eletrônico como modalidade olímpica. O COI já vinha fazendo “testes” antes, mas creio que agora há um reconhecimento maior e definitivo”, afirmou o jurista.

Há alguns anos, o debate ficou em torno de qual tipo de jogo eletrônico entraria nos Jogos Olímpicos. A preocupação do COI era em relação aos games de tiro, porque poderiam passar a ideia de apologia à violência. Para o juiz do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro, afirmou que ainda não houve uma definição das modalidades que serão disputadas. Além disso, ele acredita que deve haver uma distinção entre os jogos que contém violência, daqueles que tem batalhas entre os personagens virtuais.

“A discussão é muito complexa. Alguns games que contêm violência não devem e, ao meu sentir, não podem, ser tratados como Esporte. Mas isso difere muito de jogos que tenham batalhas e tiro, o que não é incitação à violência. Não podemos deixar de observar que várias das modalidades desportivas analógicas da atualidade contêm armas, tiro ou tiveram origem em batalhas. Por exemplo, o tiro olímpico. Tem tiro e arma. Acredito que tudo depende da essência da modalidade”, analisou Ricardo Miguel.

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Por fim, Ricardo Miguel foi questionado sobre a reação da comunidade dos E-Sports, quando foi anunciado o evento pelo COI. E, ainda, se o apoio da entidade é para que os Jogos Olímpicos dos Esportes Eletrônicos permaneçam separados dos Jogos Olímpicos de Verão. Para o mestre em Direito Desportivo, a iniciativa é bem-vinda, mas deve-se ter cuidado para não gerar uma discriminação entre as modalidades.

“Em minha opinião esta é uma das questões mais complexa. Na primeira vez que houve uma pré temporada olímpica, por assim dizer, com alguns games escrevi um artigo elogiando a iniciativa, mas lembrando do risco de discriminação de modalidades. Penso que o efetivo reconhecimento do desporto eletrônico como integrante do movimento olímpico deve ocorrer com sua inserção no calendário normal dos jogos. Mas isso, naturalmente, deve ser gradual. Ainda é cedo para saber como tudo vai se comportar. O importante é que finalmente estão sendo dado passos fundamentais e largos”, finalizou o magistrado.

Além do anúncio dos Jogos Olímpicos dos Esportes Eletrônicos, o COI assinou um documento firmando uma parceria com o Comitê Olímpico da Arábia Saudita. Esse vínculo terá duração de 12 anos e prevê a realização do evento de “forma regular”. Não fica especificado, no entanto, se as edições vão acontecer a cada quatro anos, como acontece com os Jogos Olímpicos de Verão e Inverno.

(*) Lucas Maciel, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Paris

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