Antes de mais nada, o Bahia formalizou proposta pela compra dos direitos econômicos de Jhon Solís, do Girona, da Espanha. O volante, de 21 anos, era um dos jogadores recomendados pelo técnico Rogério Ceni para reforçar o elenco em 2026.
A Agência RTI Esporte apurou que o Grupo City, maior conglomerado de clubes do mundo, enviou oferta de 8 milhões de euros (R$ 51,4 milhões, na cotação atual). O montante, porém, não se limita ao valor absoluto.
A proposta enviada ao clube espanhol prevê 5 milhões de euros (R$ 32,1 milhões) fixos e mais 3 milhões de euros (R$ 19,3 milhões) em bonificações condicionadas a desempenho. A soma total, portanto, pode chegar a R$ 51,1 milhões.
O desenho financeiro segue o padrão do Grupo City: parcela relevante garantida, outra atrelada a metas objetivas e de alto impacto esportivo. Os gatilhos para o pagamento dos bônus ajudam a entender o tamanho da aposta.
Estão vinculados à conquista de um título nacional — Campeonato Brasileiro ou Copa do Brasil —, a um troféu continental, como a Copa Sul-Americana, ou à classificação para uma semifinal da Copa Libertadores da América.
Ainda segundo apurou a reportagem, o contrato oferecido a Jhon Solís também reforça essa leitura. O vínculo inicial é de quatro temporadas, até dezembro de 2029, com cláusula de extensão por mais um ano.
Para que o aditivo seja acionado, o jogador colombiano precisará cumprir metas específicas no último ano de contrato, mecanismo que protege o clube e mantém o atleta sob constante avaliação de desempenho.
Grupo City como operador do projeto esportivo
O protagonismo do Grupo City na condução da negociação não é um detalhe burocrático. Ele indica que o Bahia passa a operar, de forma mais explícita, dentro da lógica global do conglomerado, que enxerga seus clubes como ativos interligados.
Nesse modelo, o meio-campista colombiano pode ser visto tanto como peça-chave para o crescimento esportivo do Tricolor de Aço quanto como um jogador com potencial de valorização futura no mercado europeu.
Internamente, a leitura é de que a idade e o perfil de Jhon Solís se encaixam em um ciclo de médio prazo. Afinal, ele seria capaz de sustentar resultados esportivos imediatos e, ao mesmo tempo, gerar ativos negociáveis.
A negociação, portanto, extrapola o campo e toca no coração do projeto SAF: competitividade com racionalidade financeira. Ao acionar o Grupo City para liderar a operação, o Bahia sinaliza que não pretende mais atuar como coadjuvante no mercado da bola.


