O Corinthians decidiu agir em duas frentes: renovar o elenco e equilibrar as finanças. A diretoria listou sete jogadores como dispensáveis. A ideia é aliviar a folha salarial do departamento de futebol na busca por reforços para 2025.
A Agência RTI Esporte apurou que a limpeza no elenco representaria uma economia relevante ao Corinthians. O gasto mensal estimado com jogadores fora dos planos para o ano que alcança R$ 3,48 milhões.
Caso a diretoria alvinegra concretize as dispensas, a economia anual pode chegar a R$ 41,8 milhões — um alívio significativo, considerando que a folha total do futebol gira em torno de R$ 23 milhões por mês.
O levantamento feito pela Agência RTI Esporte aponta os seguintes vencimentos mensais: Hugo (R$ 75 mil), Cacá (R$ 300 mil), Félix Torres (R$ 1 milhão), Charles (R$ 210 mil), Talles Magno (R$ 650 mil), Ángel Romero (R$ 810 mil) e Héctor Hernández (R$ 420 mil).
Ainda segundo apurou a reportagem, o Corinthians busca reduzir despesas fixas e liberar espaço para investir em atletas de melhor custo-benefício. Além disso, a diretoria não manterá contratos caros com jogadores que não entregam o desempenho esperado.
Ainda assim, a simples dispensa não resolve o problema. O Corinthians enfrenta condenações milionárias em tribunais internacionais, resultado de gestões passadas. Por isso, a reestruturação precisa combinar cortes de gastos com contratações inteligentes.
O movimento marca um esforço da diretoria em atacar um dos pontos mais criticados nos últimos anos: a folha inflada com atletas de baixo retorno. A aposta agora é em um clube mais leve, financeiramente saudável e competitivo.
Quantos jogadores o Corinthians tem no elenco?
Antes de tudo, Corinthians conta com cerca de 31 jogadores registrados em seu elenco principal para a temporada de 2025. Dentre esses, há 9 estrangeiros que figuram entre as contratações recentes e o limite permitido por competição.
Assim, os estrangeiros representam aproximadamente 29% do elenco alvinegro (9 de 31), enquanto o restante do grupo é dividido entre brasileiros contratados externamente e formados nas divisões de base do Corinthians.
A insistência em estrangeiros – como o peruano André Carrillo, o espanhol Héctor Hernández, o holandês Memphis Depay e outros – sinaliza uma aposta em buscar jogadores livres no mercado da bola, ou seja, sem a necessidade de adquirir os direitos econômicos.





