Antes de mais nada, o Clube do Remo ainda não confirmou a assinatura do contrato com a Diadora, marca italiana que pretende assumir o fornecimento de material esportivo do clube pelos próximos cinco anos.
A Agência RTI Esporte apurou que o acordo, avaliado em R$ 7 milhões, depende de aprovação do Conselho Deliberativo (CONDEL), já que o prazo ultrapassa o mandato da atual diretoria. Parte do valor seria destinada às obras do centro de treinamento azulino.
A iniciativa visa acelerar a conclusão do espaço e garantir estrutura própria para o elenco profissional e categorias de base. A proposta da Diadora foi considerada atrativa pela diretoria por unir retorno financeiro, investimento em infraestrutura e resgate histórico.
Ainda segundo apurou a reportagem, o contrato, antes de ser assinado, precisa passar pelo crivo do CONDEL do Leão, responsável por autorizar compromissos que excedam o período administrativo em vigor.
Conselheiros pedem detalhamento sobre as cláusulas, os pagamentos e o impacto orçamentário de longo prazo. A expectativa é que a aprovação ocorra ainda neste ano, permitindo que o novo material esportivo seja lançado antes da próxima temporada.
Parceria entre Remo e Diadora divide opiniões internas
Antes de tudo, a proposta da Diadora gera debate político. Parte dos conselheiros considera o acordo positivo e vê nele um passo importante para o fortalecimento financeiro e estrutural do Clube do Remo.
Outro grupo, mais cauteloso, pede ajustes no tempo de vigência e nas garantias de repasse ao centro de treinamento. A diretoria azulina ainda não definiu uma data para votação, mas espera que o tema entre em pauta nas próximas reuniões do Conselho.
Enquanto isso, o clube mantém conversas com a marca italiana para alinhar detalhes contratuais e evitar impasses. A Diadora já teve forte presença no futebol brasileiro nas décadas de 1990 e 2000, e vê no Remo uma oportunidade de reposicionamento no mercado.


