Antes de tudo, apesar da eliminação nas quartas de final, o Palmeiras deixou a Copa São Paulo de Futebol Júnior com um grande protagonista individual. Sorriso foi o nome mais impactante da Copinha quando o assunto é participação direta em gols, confirmando-se como uma das principais revelações da competição e mais uma “pérola” do time.
O atacante de 20 anos do Verdão, que atua por empréstimo do Atlético Guaratinguetá, foi, senão a maior, uma das grandes “estrelas” do torneio que tradicionalmente coloca à prova os principais talentos da base do futebol brasileiro. Ao todo, Sorriso somou nove participações diretas em gols, superando o número de jogos disputados, que foram sete.
O “diamante” alcançou cinco gols e distribuiu quatro assistências, números que resultam num impacto direto em gol a cada 61 minutos. Assim, Sorriso terminou a Copinha com 549 minutos em campo, deixando uma marca expressiva mesmo sem chegar às fases finais da competição.
Na segunda posição do ranking aparecem Jhuan Nunes, do Red Bull Bragantino, e João Borne, do Grêmio, ambos com oito participações em gols. Jhuan terminou como artilheiro da Copinha, com seis gols, enquanto João contribuiu com cinco gols e três assistências ao longo do torneio.
Logo atrás, com sete participações diretas em gols, surge um grupo formado por Eduardo Conceição e Victor Gabriel, também do Palmeiras, além de Pablo Neri, do campeão Cruzeiro, e Fellipe Magalhães, do Grêmio, o que reforça o equilíbrio e a qualidade ofensiva apresentada na edição deste ano.
“Dupla” do São Paulo também chamou atenção
Vice-campeão da Copinha, o São Paulo contou com dois nomes em destaque nos rankings ofensivos. Paulinho Venuto marcou seis gols e dividiu a artilharia da competição com Jhuan Nunes. Já Lucyan foi o principal garçom do torneio, com cinco assistências, número igual ao de Pablo Neri.
Em suma, alguns destes jovens, como tantos outros que passaram pela Copinha, parecem destinados a voos mais altos. Por fim, resta perceber se encontrarão espaço e continuidade nos clubes que representam ou se precisarão de novos caminhos para atingir o estrelato. Nesse sentido, talento, ao menos, não falta.
*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal


