Corinthians: executivo do futebol revela que há “um grupo que trabalha contra nos bastidores”

Fabinho Soldado não garante permanência para 2026, após temporada marcada por turbulência no Parque São Jorge.
Bastidores: pressão aumenta sobre Fabinho Soldado, mas dirigente tem respaldo de Augusto Melo no Corinthians
Foto: Rodrigo Coca/ Corinthians

Antes de tudo, após a conquista do tetracampeonato da Copa do Brasil, dirigentes, comissão técnica e jogadores do Corinthians trataram o título como um ponto de virada em uma temporada marcada por turbulências em 2025.

Um dos personagens centrais desse processo foi o executivo de futebol Fabinho Soldado, que falou abertamente sobre o futuro no clube e os bastidores políticos que ainda impactam o dia a dia do Timão. Fabinho deixou claro o desejo de seguir no Corinthians, mas não escondeu o incômodo com interferências internas.

“A minha vontade sempre foi permanecer. Mas confesso que existe um pequeno grupo que acaba atrapalhando o Corinthians, muitas vezes de forma silenciosa, sem se expor, e isso incomoda a todos”. O desabafo do dirigente ocorreu ainda no gramado do Maracanã, após a vitória por 2 a 1 sobre o Vasco.

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O executivo também revelou que pretende alinhar os próximos passos com a presidência antes de qualquer definição. “Vamos ter uma conversa com o presidente para entender qual é o planejamento para 2026, para que possamos tomar as melhores decisões”. Foi assim que Fabinho explicou, reforçando que o planejamento do elenco será determinante para sua permanência.

A situação de Fabinho já vinha sendo discutida internamente desde novembro. Em reuniões do Conselho de Orientação, o Cori, temas como o cenário financeiro, transfer bans e débitos envolvendo jogadores foram colocados à mesa. Uma das pautas sensíveis foi a contratação de Memphis Depay, que hoje representa uma pendência de cerca de R$ 23 milhões para o clube, assunto que gerou desgaste nos bastidores.

Fabinho Soldado foi responsável pela permanência de Dorival Jr.?

Mesmo diante das pressões e da instabilidade política, Fabinho fez questão de bancar a continuidade do trabalho de Dorival Júnior para 2026. “Nunca imaginei uma saída do Dorival. Quando se fala em gestão, equilíbrio e saúde financeira, não tem como demitir um treinador por causa de uma eliminação ou de um momento difícil”, afirmou.

Para Fabinho Soldado, o título reforça a escolha feita. “Estamos falando de um treinador vencedor, que estava na Seleção Brasileira até pouco tempo e conquistou um título muito importante para o clube”, completou.

Por fim, o dirigente adotou um tom mais leve ao comentar a relação com o treinador. “Eu só acho que ele está um pouco chateado comigo, porque prometi cinco reforços e isso não foi possível”, disse, em tom de brincadeira. Enquanto define o próprio futuro, Fabinho já trabalha no planejamento da próxima temporada, com a expectativa de resolver pendências financeiras e dar mais estabilidade ao Corinthians em 2026.

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