Antes de tudo, o Santos Laguna, do México, recusou mais uma proposta do Corinthians para o pagamento da dívida referente ao zagueiro Félix Torres. O clube paulista tentou quitar 70% do valor à vista e parcelar o restante em duas vezes. Entretanto, os mexicanos mantêm a exigência de receber a quantia integral. Assim, o Alvinegro continua impedido de registrar novos atletas.
A dívida inicial de R$ 33 milhões sofreu acréscimo de 18% em juros, elevando o montante para R$ 40 milhões. O Corinthians buscou reduzir a quantia para R$ 28 milhões, mas o Santos Laguna aceita apenas um corte de 10%, o que fixaria o pagamento em R$ 36 milhões.
“Não temos esses recursos”, afirmou Osmar Stábile, eleito presidente na última segunda-feira, 25 de agosto. “Se fosse os R$ 33 milhões, o Corinthians teria condições, mas ainda há R$ 6 milhões em impostos que complicam a situação”, acrescentou o dirigente.
Como o Corinthians espera pagar a dívida?
O clube conta com receitas da renovação de contrato com a Nike, válido até 2035, e da venda de Kauê Furquim ao Bahia. Porém, ainda não tem caixa suficiente para cumprir a exigência mexicana. A diretoria negocia também com quatro reforços, que só poderão ser oficializados após do transfer ban, a punição impostante pela Fifa.
Por fim, Stábile conduz tratativas para antecipar R$ 57 milhões da Liga Forte União (LFU), sendo R$ 30 milhões referentes a direitos de transmissão e R$ 27 milhões em empréstimos. O objetivo é aliviar o fluxo de caixa e abrir espaço para encerrar a pendência com o Santos Laguna.




