O Corinthians enfrenta bloqueio judicial de parte de suas receitas após ação do empresário André Cury. A Justiça de São Paulo determinou a retenção de R$ 10,9 milhões da premiação da Copa do Brasil, que o clube conquistou ao chegar às oitavas de final. A decisão ocorre em meio a diversos processos movidos por Cury, que já soma cobranças de dezenas de milhões de reais contra o Timão.
Além da premiação da Copa do Brasil, o empresário já obteve bloqueios de outros R$ 5,1 milhões em ações anteriores e cobra ao menos R$ 28 milhões em diferentes processos. As cifras incluem comissões por intermediação de transferências de jogadores. As decisões judiciais atingem diretamente o fluxo de caixa do clube, comprometendo o planejamento financeiro da temporada.
O Corinthians alega que, por estar no Regime Centralizado de Execuções (RCE), não deveria sofrer novos bloqueios sobre receitas futuras. Contudo, a Justiça manteve a retenção parcial dos valores. A diretoria jurídica do clube segue tentando reverter a decisão e liberar a verba para uso imediato em compromissos esportivos e administrativos.
A situação tem impactos práticos: em bloqueios anteriores, contas do clube foram atingidas, atrasando salários de atletas e pagamentos a fornecedores. O RCE foi criado justamente para organizar o pagamento de dívidas e evitar a paralisação de receitas. No entanto, a disputa com Cury mantém o clube em alerta quanto à liberação de novos valores.
Diretoria do Corinthians negocia com credores?
Internamente, a direção corintiana tenta negociar com credores e ajustar o plano financeiro dentro do RCE, que prevê pagamento parcelado das dívidas em até dez anos. A homologação completa do plano ainda é necessária para reduzir a chance de novos bloqueios e garantir maior previsibilidade para o caixa do clube.
O bloqueio da premiação afeta também os objetivos esportivos do Corinthians. Parte do valor era para reforçar o elenco e equilibrar contas do início da temporada. Todavia, a retenção obriga o clube a rever prioridades e buscar soluções jurídicas para liberar recursos retidos.
Em suma, o desfecho das disputas com André Cury pode influenciar a condução das finanças e da gestão do clube nos próximos meses. A diretoria aposta na tese de que receitas geradas durante o RCE não poderiam sofrer qualquer bloqueio. Enquanto isso, os credores mantêm pressão judicial para receber os valores contabilizados em processos que se estendem há meses.





