Com a aproximação dos Estaduais de 2026, o futebol brasileiro volta a olhar para a sua própria história. Desde 1902, ano da realização do primeiro campeonato estadual no país, alguns clubes construíram hegemonias impressionantes dentro das suas fronteiras regionais.
Não por acaso, os números ajudam a explicar tradições, rivalidades e o peso simbólico de determinadas camisas. No topo da lista aparece o ABC, do Rio Grande do Norte, como o maior campeão estadual do Brasil, com 57 títulos.
Logo atrás surge o Bahia, com 51 conquistas no Campeonato Baiano, reafirmando a sua força histórica no Nordeste. Na sequência, Atlético-MG e Paysandu dividem a terceira posição, ambos com 50 títulos, embora em contextos regionais bastante distintos.
Além disso, clubes como Rio Branco, com 49 títulos, Remo, com 48, e Ceará, com 47, reforçam como os estaduais sempre foram fundamentais para a afirmação local das equipes.
Ainda nesse cenário, Fortaleza e Internacional somam 46 títulos cada, enquanto o Sport aparece logo depois, com 45 conquistas no Campeonato Pernambucano. Mais abaixo, mas ainda com números expressivos, surgem Grêmio e Nacional FC, ambos com 43 títulos.
Logo em seguida, o CSA com 40. Flamengo, América-RN, Coritiba e Rio Branco (Espírito Santo) aparecem empatados com 39, demonstrando regularidade ao longo das décadas. Já Cruzeiro, com 38 títulos, fecha o ranking entre os clubes mais vencedores.
Portanto, mais do que simples estatísticas, estes números ajudam a compreender o papel central dos Estaduais na formação da identidade do futebol brasileiro. Embora hoje dividam espaço com competições nacionais e internacionais, os campeonatos regionais continuam a ser o alicerce de muitas das maiores histórias do esporte no país.
*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal


