Antes de tudo, Endrick foi apresentado no Lyon e explicou os motivos que o levaram a aceitar o empréstimo. Ainda mais, o jovem atacante brasileiro revelou que a decisão partiu dele, mas contou com a influência direta de Carlo Ancelotti, com quem trabalhou no Real Madrid e que é o técnico da Seleção Brasileira.
Segundo o centroavante, o treinador italiano foi claro no conselho. “Sai, joga e desenvolve o teu futebol”. A frase marcou o jogador, que afirmou ter entendido que precisava de minutos em campo para continuar a evoluir e ser feliz.
No Real Madrid, o novo camisa 9 do time francês teve uma primeira temporada considerada positiva. Foram sete gols em 37 partidas, quase sempre entrando no decorrer dos jogos. O cenário mudou com a chegada de Xabi Alonso.
Com o novo técnico, o atacante atuou em apenas três partidas, situação que pesou na decisão de procurar um novo clube. Porém, apesar do pouco tempo em campo, a cria do Palmeiras garantiu não guardar mágoas.
Aos 19 anos, afirmou que o período foi importante para o crescimento pessoal. O jogador destacou que conseguiu organizar a vida fora do futebol, fortalecer relações familiares e amadurecer como homem.
Antes de chegar à Europa, o jovem talento viveu a temporada mais artilheira da carreira em 2023. Naquele ano, marcou 14 gols em 53 partidas pelo Palmeiras. O desempenho reforçou o seu nome como uma das principais promessas do futebol brasileiro e, claro, mundial.
Quantos jogos, gols e minutos fez com a Amarelinha?
Além disso, pela Seleção Brasileira, os números também chamam atenção. Endrick já atuou em 14 partidas com a camisa do Brasil. Nesse período, marcou três gols em apenas 385 minutos em campo, média considerada positiva para um jogador tão jovem.
Nesse sentido, o atacante deixou claro que o sonho de disputar a Copa do Mundo de 2026 segue vivo. Endrick reconheceu que não vive o melhor momento em termos de convocações. Ainda assim, afirmou que fará de tudo para voltar à Amarelinha.
Ou seja, o diamante dos “blancos” sabe que os próximos meses serão decisivos. Por fim, o desempenho no Lyon pode definir não apenas o futuro na Europa, mas também as chances de estar no Mundial de 2026.
*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal


