Antes de tudo, onde Lucas Paquetá pode encaixar no Flamengo? Em que posição atuou mais vezes ao longo da carreira? E, sobretudo, qual a mais-valia que pode trazer ao time rubro-negro? Essas são as perguntas que dominam a cabeça da torcida rubro-negra.
Os questionamentos também ajudam a explicar a empolgação em torno do possível retorno do meio-campista. Para respondê-las, o melhor ponto de partida é a frieza dos números. Lucas Paquetá fez 150 jogos na carreira atuando como meia ofensivo, o clássico camisa 10 do futebol.
Foi exatamente nessa função que apresentou o melhor rendimento individual, com 30 gols marcados e 19 assistências distribuídas. Trata-se, portanto, da posição em que o jogador brasileiro mais vezes foi decisivo.
A segunda função mais recorrente do internacional brasileiro foi como meio-campista central, o chamado camisa 8. Em vários momentos, inclusive, atuou em um duplo pivô, acumulando responsabilidades de 6 e 8. Nessa posição, Lucas Paquetá somou 88 jogos, com 11 gols e 6 assistências.
Na terceira colocação surge a meia esquerda. Foram 34 jogos, com cinco gols e cinco assistências, números mais “redondos” em menos tempo de utilização, o que ajuda a explicar sua versatilidade no setor ofensivo.
Outro dado que chama atenção está no desempenho como centroavante. Nos 21 jogos em que atuou como camisa 9, Lucas Paquetá marcou quatro gols e deu seis assistências. Curiosamente, foi nessa posição que precisou de menos minutos para participar diretamente de gol.
A meia direita aparece na sequência, com 14 jogos, cinco gols e uma assistência. Além disso, o atleta também já atuou como ponta esquerda, em três partidas, e como volante, em dois compromissos, fechando o mapa das zonas do campo por onde passou ao longo da carreira.
Uma boa dor de cabeça para Filipe Luís
Assim, diante desse cenário, Filipe Luís tem em mãos uma verdadeira “boa dor de cabeça”. Lucas Paquetá pode atuar como camisa 10, com Saúl Ñíguez, quando estiver plenamente recuperado fisicamente, e Jorginho mais recuados.
Também existe a possibilidade de utilizá-lo lado a lado com Giorgian De Arrascaeta, em um meio-campo a três. Nesse sentido, outra alternativa passa por posicionar Lucas Paquetá atrás do camisa 10, com o uruguaio atuando como falso 9, ampliando as variações ofensivas do Flamengo.
Ou seja, as combinações são muitas. O fato concreto é que o Rubro-Negro ganha uma peça versátil, capaz de elevar ainda mais o nível competitivo da equipe. O Flamengo passa a ter, novamente, uma “arma” para lutar por todos os títulos em 2026. A temporada atual até começou de forma irregular, mas há tempo suficiente para que a glória de 2025 volte a rondar a Gávea.
*André Freixo, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal





