Ex-presidentes do Flamengo exaltam legado de Dunshee de Abranches

O primeiro título rubro-negro na Libertadores foi em 1981, durante mandato do dirigente, que morreu no último domingo, dia 7
Kleber Leite e Bandeira de Melo
FOTO: DIVULGAÇÃO/KLEBER LEITE/BANDEIRA DE MELLO

Primeiramente, entre os nomes marcantes da história do Flamengo está Augusto Dunshee de Abranches, presidente entre 1981 e 1983. Sob seu comando, o clube conquistou a Taça Libertadores e o Mundial Interclubes de 1981. Dunshee faleceu no último domingo, deixando um legado de títulos e protagonismo que ainda inspira a Nação Rubro-Negra.

Kleber Leite, presidente do clube entre 1995 e 1998, destacou a importância do dirigente. “Olhei o nosso escudo, e disse a Rodrigo, filho do António Augusto: ele continuará eternamente, através daquela estrela que representa o título mais importante da nossa história”, afirmou Leite em entrevista a Rádio Manchete, lembrando a Libertadores de 1981.

Ademais, o ex-presidente lembrou ainda da sensibilidade de Dunshee na gestão do futebol. “Houve um momento de turbulência, e ele me ligou perguntando se deveria mudar o treinador. Ele estava com a mão na massa e sabia o que fazer”, disse Leite, citando a escolha de Paulo César Carpegiani, que levou o Flamengo à Libertadores e ao Mundial.

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Bandeira de Mello iniciou a virada do Flamengo, ao reparcelar dívidas do clube

Por sua vez, Eduardo Bandeira de Mello (2013-2018) também exaltou o legado de Dunshee. “Tenho uma visão positiva do presidente António Augusto. Ele teve papel importante no movimento da Farf, que representou um salto de qualidade na gestão do Flamengo”, afirmou o ex-presidente, lembrando ainda da postura propositiva do dirigente durante sua própria gestão.

Bandeira de Mello destacou ainda o lado humano de Dunshee. “Ele sempre foi carinhoso comigo. Tenho boas lembranças das nossas conversas. A última vez que estivemos juntos foi na inauguração do primeiro CT, em 2016”, recordou. Para ele, Dunshee ajudou a consolidar o Flamengo como gigante do futebol brasileiro e mundial.

Em suma, o legado de Dunshee de Abranches permanece vivo não só pelos títulos, mas pela visão administrativa e ética de trabalho que inspirou gerações de dirigentes. Nesse sentido, seu protagonismo no clube reforça a importância de lideranças comprometidas para transformar conquistas esportivas em história e memória para a Nação Rubro-Negra.

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