F1: ataques no Oriente Médio geram preocupação às vésperas do início da temporada

Grande Prêmio da Austrália acontece entre os dias 6 e 8 de março
GP da Austrália abre a temporada da F1, em 2026
Foto: Reprodução/ Twitter

Antes de mais nada, os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã têm gerado preocupação, também, nos bastidores da F1. A principal competição do automobilismo mundial começa na próxima sexta-feira (06) com os treinos livres par o Grande Prêmio da Austrália.

Apesar da distância do foco das tensões, a região do Oriente Médio é uma rota importante para a logística do GP. Isso porque os principais voos para a Austrália costumam sair do Aeroporto Internacional de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Diante do cenário de guerra, as companhias aéreas têm reduzido a operação na região, o que obriga os passageiros a encontrarem rotas alternativas com destino a outros países asiáticos e para a Oceania. Há relatos, ainda, de fechamento do espaço aéreo nos países do Golfo.

A Agência RTI Esporte apurou que os profissionais das equipes da F1 e jornalistas credenciados tem enfrentado problemas para chegar à Melbourne. Nesta sexta-feira (28), inúmeros voos com conexão em Dubai e em Doha (Catar) retornaram aos aeroportos de origem (todos na Europa).

Quanto aos equipamentos, o prejuízo foi menor. A DHL é a transportadora oficial responsável por levar todo o material das equipes ao próximo destino da Fórmula 1. Por esse motivo, o deslocamento acontece com muita antecedência tanto em voos fretados, quanto por via marítima. Apesar dos desafios de logística, a expectativa é de que as próximas etapas sigam com o planejamento normal.

Entidades se pronunciam

Após o GP da Austrália, a F1 desembarca em Shanghai, na China (entre os dias 13 e 15 de março). Na sequência, acontece o Grande Prêmio do Japão, agendado para o fim de semana dos dias 27, 28 e 29 de março.

Em comunicado oficial a Formula One Manegement, entidade responsável pela gestão comercial e de logística da F1, e a FIA afirmaram que acompanham de perto a escalada das tensões. Apesar das quarta e quinta etapas da competição acontecerem no Bahrein e na Arábia Saudita, respectivamente, ainda há tempo para avaliar as situações de segurança na região. Por esse motivo, os GPs estão mantidos no calendário.

“Nossas próximas três corridas são na Austrália, China e Japão, não no Oriente Médio — essas etapas ainda estão a algumas semanas de distância. Como sempre, monitoramos de perto qualquer situação desse tipo e trabalhamos em conjunto com as autoridades competentes”, declararam as entidades em nota oficial.

Teste de pneus cancelado

Fornecedora de pneus da Fórmula 1, a Pirelli, em conjunto com a Mercedes e McLaren, cancelou o teste dos pneus de chuva que aconteceria neste sábado (28) e domingo (01/03). As duas equipes cederam os equipamentos para as sessões que iriam ocorrer no Circuito de Sakhir, no Bahrein.

A decisão veio após um míssil iraniano atingir uma base da Marinha dos Estados Unidos no país do Oriente Médio. O estrutura militar fica a cerca de 30 km do local. A fornecedora não informou, até o momento, quando e onde serão realizadas as sessões.

Ataques no Oriente Médio

Os bombardeios ao Irã tiveram início nesta sexta-feira (28) e levaram à morte do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Em meio às retaliações, mísseis iranianos foram lançados contra bases dos Estados Unidos na região e em cidades israelenses.

No entanto, parte desse arsenal atingiu outros locais, como o Aeroporto Internacional de Dubai e o hotel de luxo Burj Al Arab (ambos nos Emirados Árabes Unidos), além de um prédio residencial no Bahrein.

Lucas Maciel, enviado especial da Agência RTI Esporte, direto de Portugal

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