Antes de mais nada, a trajetória da AS Roma no futebol europeu carrega, ao longo de décadas, uma forte marca brasileira. Desde os anos 1980, jogadores vindos do Brasil não apenas reforçaram o elenco, mas se tornaram protagonistas na história do clube.
Mais do que números, esses atletas deixaram legado técnico, cultural e simbólico. Em diferentes gerações, ajudaram a consolidar a identidade competitiva da Loba. Atualmente, Wesley França, multicampeão pelo Flamengo, é o protagonista da equipe giallorossa.
O “Rei de Roma” e o Scudetto histórico
Antes de tudo, a influência brasileira começou a ganhar dimensão internacional com Paulo Roberto Falcão. Contratado em 1980, o ex-jogador da seleção brasileira rapidamente se tornou o cérebro do meio-campo romanista.
Com visão de jogo refinada e liderança natural, Falcão conduziu a Roma ao título italiano da temporada 1982/1883, um dos mais emblemáticos da história do clube. O apelido de “Rei de Roma” não foi exagero: sua presença projetou a equipe no cenário europeu.
Cerezo e a consolidação da tradição brasileira na Roma
Outro nome fundamental nessa conexão entre Brasil e Roma é Toninho Cerezo. O volante defendeu o clube entre 1983 e 1986, chegando logo após o auge da era Falcão e mantendo o alto nível técnico do meio-campo romanista.
Com elegância na saída de bola, inteligência tática e capacidade de liderança, ele ajudou a Roma a seguir competitiva no cenário italiano e europeu. Sua presença reforçou a reputação do clube como destino natural para brasileiros de alto nível, consolidando uma tradição que atravessaria gerações.
A era da solidez: Aldair e a estabilidade defensiva
Se Falcão representou o talento criativo, Aldair simbolizou segurança, liderança e regularidade. Entre 1990 e 2003, o zagueiro disputou 415 partidas, tornando-se um dos estrangeiros mais longevos da história do clube.
Capitão e referência defensiva, o lendário zagueiro brasileiro acabou sendo peça-chave no título italiano de 2000/2001. Sua leitura de jogo e postura discreta transformaram-no em ídolo absoluto da torcida giallorossa.
Cafu e a intensidade pelo lado direito
No mesmo período, por exemplo, a Roma contou com a experiência e a energia de Cafu. Entre 1997 e 2003, o lateral foi fundamental na campanha do Scudetto de 2000/2001. Incansável, combinava disciplina tática e força ofensiva, sendo um dos pilares daquele elenco.
Mancini e o brilho ofensivo
Já nos anos seguintes, Amantino Mancini levou velocidade e criatividade ao ataque. Seus dribles e gols decisivos ajudaram a manter a Roma competitiva nas competições nacionais, reforçando a tradição brasileira de talento ofensivo.
Juan e a técnica na defesa
Entre 2007 e 2012, Juan manteve a tradição defensiva brasileira no clube. Seguro e técnico, ajudou a sustentar a equipe em temporadas desafiadoras. Ao longo da sua trajetória na Roma, ficou conhecido como o “Novo Aldair”.
Uma identidade com sotaque brasileiro
Ao longo de mais de quatro décadas, a presença brasileira foi determinante para a construção da identidade da Roma. Por fim, seja na genialidade de Falcão, na liderança de Aldair ou na intensidade de Cafu, os atletas do Brasil deixaram marcas profundas.





