A ausência de reforços para o setor ofensivo tem gerado incômodo interno no Corinthians. A comissão técnica comandada por Dorival Júnior tratava a chegada de novos atacantes como prioridade, mas esbarrou em limitações financeiras que impediram avanços no mercado.
A Agência RTI Esporte apurou que o cenário preocupa principalmente pelo planejamento inicial da temporada, que previa a reposição de peças para o setor ofensivo para aumentar a competitividade do elenco.
Prioridade ignorada no planejamento
Desde o início do trabalho, o técnico Dorival Júnior deixou claro à diretoria que o sistema ofensivo precisava de reforços. A ideia era clara: contratar, ao menos, um centroavante e um jogador de lado de campo.
Internamente, a avaliação é de que o elenco carece de opções com características específicas, como presença de área e capacidade de ruptura pelas pontas. A falta desses perfis limita as alternativas táticas e reduz o poder de decisão em jogos mais equilibrados.
Negociações travadas por questões financeiras
Marcelo Paz, diretor executivo do Corinthians, chegou a abrir conversas por alguns nomes, mas não conseguiu avançar nas tratativas. Entre os alvos estiveram os centroavantes Arthur Cabral, do Botafogo, e Renê, da Portuguesa de Desportos.
Em ambos os casos, o entrave principal foi financeiro. Valores considerados elevados, tanto em transferência quanto em salários, impediram que o clube avançasse de forma mais concreta. Sem as contratações, Dorival Júnior precisou e buscar soluções dentro do próprio grupo.
Impacto no desempenho esportivo
A ausência de reforços no ataque pode ter reflexos diretos dentro de campo. Com menos opções, o time alvinegro tende a sofrer em jogos que exigem dominação territorial, variação ofensiva e maior poder de finalização.
Dorival Júnior tem trabalhado com adaptações, utilizando jogadores em funções diferentes e tentando extrair o máximo do elenco disponível. Ainda assim, a falta de peças específicas segue como ponto de atenção.
A diretoria não descarta novas investidas no mercado, mas condiciona qualquer avanço à melhora do cenário financeiro. Até lá, o clube deve seguir apostando nas opções atuais como Kayke Ferrari e Gui Negão.


