Após a derrota por 3 a 2 para o Corinthians, em São Januário, o técnico Fernando Diniz fez uma análise franca sobre a atuação do Vasco. O treinador reconheceu falhas coletivas que custaram caro e destacou que a equipe apresentou suas duas piores partidas sob seu comando, diante de Juventude e Corinthians. Ele justificou ter que improvisar atacantes na função de meio-campistas.
“A questão da improvisação, para mim, não foi um problema. O Nuno pode jogar de oito, pode jogar de dez, pode jogar aberto, mas o jeito dele jogar não muda. A mudança foi feita para empatar e tentar virar o jogo, e naquele momento o time melhorou. Então não considero improvisação, foi uma tentativa de buscar o resultado”, explicou.
Por que o Vasco tem oscilado tanto?
O treinador destacou que a oscilação recente não apaga o bom desempenho do time em outras rodadas. Todavia, reforçou que as duas últimas apresentações ficaram muito abaixo do esperado. “Em uma semana, era um céu sem limite, e agora é um sentimento de depressão muito grande. Foram as duas piores partidas sob o meu comando, e eu tenho a responsabilidade máxima, tanto numa como na outra”, reconheceu.
Sobre as falhas defensivas, Diniz negou que a ausência de Paulo Henrique na lateral tenha sido determinante e voltou a cobrar postura coletiva. “O sistema defensivo não é só a linha de trás. O primeiro gol a gente falha uma, duas, três vezes até tomar. É um problema coletivo. Não é por causa do PH que tomamos dois gols em Caxias e três hoje”, disse.
Mesmo pressionado, o treinador manteve sua convicção em relação ao modelo de jogo. “Não faz sentido falar em focar no resultado e esquecer o desempenho. Para eu ter resultado, vou jogar pior? A chance é de ter piores resultados. A gente teve resultado ruim porque jogou mal, então precisamos voltar a desempenhar bem”, afirmou.
A torcida vaiou o time pelo desempenho dentro de casa
Diniz também demonstrou compreensão em relação às críticas da torcida, que protestou após o apito final. “O torcedor está certo em vaiar, em xingar, em extravasar. Contra o Santos extravasou positivamente, hoje tinha que extravasar negativamente. O time foi digno de vaias, e eu concordo. O que nos resta é trabalhar muito e voltar a fazer as coisas que vinham sendo feitas”, disse.
Ao falar sobre o desempenho em São Januário, o técnico lamentou não conseguir transformar o apoio da torcida em vitórias. “Hoje a torcida deu um show e o time não correspondeu. Isso é uma frustração enorme, porque o Vasco tem como trunfo jogar em casa. A torcida merece vencer e merece ver o time jogar bem. Hoje faltou tudo: mais coragem, mais brilho, mais disposição tática, mais fome de vencer”, destacou.
Por fim, o treinador garantiu que o momento difícil é para enfrentar com trabalho e busca de equilíbrio. “A gente precisa retomar a coesão em todas as fases do jogo. Só assim os resultados vão voltar a acontecer. Não adianta achar que em uma semana está tudo errado, mas também não dá para negar que esses dois últimos jogos foram muito ruins, e a responsabilidade é minha”, concluiu.




