Fernando Diniz após empate frustrante do Vasco: “Produção foi a maior desde que cheguei”

Técnico lamenta desperdício de chances contra a Chapecoense, defende desempenho da equipe e evita comentar negociações
Fernando Diniz permanece no Vasco mesmo em caso de derrota para a Chapecoense
Foto: Matheus Lima/ Vasco

Antes de mais nada, Fernando Diniz deixou o gramado de São Januário visivelmente incomodado com o empate em 1 a 1 do Vasco com a Chapecoense. O jogo, nesta quinta-feira (5), foi pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Apesar do tropeço em casa, o treinador destacou o desempenho da equipe e afirmou que o resultado não reflete o que foi produzido ao longo da partida.

Segundo Diniz, o Vasco teve domínio amplo do jogo e criou chances em volume pouco comum na competição. “Foi muito frustrante pelo resultado, não pelo desempenho. Talvez tenha sido o jogo de maior produção ofensiva desde que eu cheguei. Perdemos sete chances claras de gol, algo muito raro em jogo de Campeonato Brasileiro”, avaliou.

O técnico usou números para sustentar a análise. Ele comparou o duelo com partidas marcantes da temporada passada. “Contra o Santos, fizemos seis gols com oito finalizações no gol. Contra o Inter, cinco gols com sete finalizações. Hoje foram onze finalizações certas e apenas um gol. A bola não entrou”, afirmou.

Ademais, Diniz também explicou as substituições feitas no segundo tempo e afastou a ideia de desorganização tática. De acordo com ele, as mudanças ocorreram por desgaste físico. “O Piton estava com câimbra, o Thiago pediu para sair. O Brenner foi opção tática. O Nuno estava cansado, e o Marino entrou por escolha minha”, detalhou.

Como Fernando Diniz justifica a fragilidade da defesa do Vasco?

Quando questionado sobre a fragilidade defensiva nos minutos finais, o treinador rechaçou a crítica e destacou o baixo número de finalizações do adversário. “Eles finalizaram quatro bolas no jogo inteiro. Futebol é isso. Se o adversário finaliza quatro vezes, alguma pode entrar. Não dá para dizer que o sistema defensivo foi frágil”, argumentou.

Contudo, o comandante vascaíno reconheceu o nervosismo da equipe após tantas chances desperdiçadas, mas reforçou que o problema não foi estrutural. “Quando você perde tantas oportunidades e está vencendo por 1 a 0, o nervosismo aparece. Fizemos uma falta desnecessária e tomamos o gol. Isso decide jogo”, disse.

Por fim, Diniz pediu análises mais profundas sobre o momento do Vasco e evitou tratar de possíveis negociações, como a do volante Allan. “Contratações ficam no ambiente interno. O time não está tudo errado. Em quatro jogos do time titular, fizemos boas partidas. Precisamos de calma e regularidade de desempenho”, concluiu.

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