Antes de mais nada, a FIFA abriu a venda oficial de vagas de estacionamento próximas aos estádios da Copa do Mundo de 2026. Os valores variam entre US$ 75 (R$ 397,20, na cotação atual) e US$ 175 (R$ 926,80) por vaga, por dia de jogo.
Assim, os torcedores que planejam viajar para Estados Unidos, México ou Canadá já começam a sentir no bolso o peso da organização do primeiro Mundial com 48 seleções. Os preços chamam atenção pela comparação com edições recentes.
Só o passe mais barato, vendido a US$ 75 durante a fase de grupos, supera, por exemplo, o valor de um ingresso de categoria 3 para qualquer jogo da fase de grupos da Copa do Mundo de 2022, no Catar.
Na ocasião, o torcedor desembolsava US$ 69 para acessar o estádio. Dessa forma, o tíquete de estacionamento custará mais caro do que o próprio bilhete de entrada em alguns casos. A entidade argumenta que as tarifas refletem a complexidade logística do torneio.
No entanto, a decisão gera críticas nas redes sociais e entre especialistas em gestão esportiva. Muitos afirmam que a medida reforça a tendência de encarecimento do evento, que já registrou aumentos significativos em hospedagem, alimentação e transporte nas cidades-sede.
Além disso, o aumento de público previsto para 2026, com 104 partidas ao longo de cinco semanas, deve pressionar ainda mais a infraestrutura local. Por isso, a oferta de vagas próximas aos estádios tornou-se limitada, o que ajuda a explicar a escalada dos preços.
Mesmo assim, a comparação direta com o Mundial anterior deixa claro que o torcedor comum terá mais obstáculos financeiros se quiser acompanhar jogos presencialmente. A FIFA ainda não divulgou detalhes sobre pacotes combinados, que incluiriam ingressos e estacionamento.
Contudo, dirigentes ligados ao Comitê Organizador Local da Copa do Mundo de 2026 afirmam que novas modalidades devem surgir até o fim do ano, quando avançar a segunda fase de venda de ingressos.
Pressão sobre os torcedores cresce
Os preços elevados também provocam questionamentos sobre a política de acessibilidade do evento. Embora haja bilhetes populares para algumas partidas, os custos extras tornam a experiência total mais cara.
A Copa do Mundo de 2026 pretende ser a maior da história. Entretanto, o torcedor já percebe que o tamanho do torneio também amplia as barreiras financeiras. Para muitos, a viagem ao Mundial se transforma em um projeto cada vez mais distante — e caro.


