Filipe Luís se posiciona sobre caso de racismo contra Vinícius Júnior e reforça apoio ao atacante

Técnico do Flamengo esclarece declarações após repercussão negativa e reforça que “o racismo é crime”
Filipe Luís valoriza seus auxiliares
Fotos: Gilvan de Souza/Flamengo

Antes de tudo, Filipe Luís se pronunciou nesta sexta-feira (20) após a repercussão de suas declarações sobre o incidente de racismo sofrido por Vini Jr. Na ocasião, o técnico do Flamengo explicou suas respostas na coletiva em Buenos Aires, após a derrota para o Lanús, em jogo de ida pela Recopa Sul-Americana.

Filipe Luís, questionado por um jornalista argentino, assegura que a resposta teve o objetivo de relatar experiências pessoais e não minimizar a gravidade do racismo. Segundo ele, não houve a intenção de relativizar ou minimizar qualquer atitude racista.

Ademais, segundo o treinador rubro-negro, a abordagem durante a coletiva não foi a única da imprensa local sobre o tema racismo. Primeiramente, a questão foi sobre sua experiência na Argentina. Portanto, foi por isso que disse: “Sou muito feliz aqui, muito bem recebido”.

O jogo da noite de quinta-feira (19) abriu a disputa pela Recopa Sul-Americana. Logo de saída, o time argentino venceu por 1 a 0, com gol de Rodrigo Castillo. Com isso, o Flamengo terá que vencer no Maracanã por dois ou mais gols para ser o campeão.

Por outro lado, caso supere o Lanús por vantagem mínima, a decisão irá para prorrogação. Caso persista a igualdade após o tempo extra, o campeão será o vencedor nas cobranças de pênaltis.

Agora, a partida de volta será na quinta-feira, dia 25, às 21h30. Até a tarde passada, segundo apurou a Agência RTI Esporte, o clube vendeu mais de 50 mil ingressos. Dessa forma, o estádio terá lotação máxima para o confronto final.

Veja a nota oficial de Filipe Luís

Após a partida de ontem contra o Lanús, durante a coletiva de imprensa organizada pela Conmebol, minutos após o fim do jogo, fui questionado por um repórter argentino. Ele iniciou seu raciocínio citando mais um caso de racismo sofrido por Vinícius Júnior, quando me perguntou como o Flamengo foi recebido nas últimas vezes em que esteve no país.

Ao longo da resposta, procurei abordar minhas experiências pessoais na Argentina. Em momento algum tive a intenção de relativizar ou minimizar qualquer atitude racista.

Reconheço que minha fala, diante da extrema sensibilidade do tema, pode ter aberto margem para interpretações distintas. Por isso, considero fundamental reforçar publicamente minha posição, que sempre foi inegociável: o racismo é crime no Brasil e deveria ser tratado com o mesmo rigor em todos os países. Trata-se de uma conduta inaceitável, que deve ser combatida e punida de maneira firme. O futebol, como espaço de diversidade e integração, não pode tolerar qualquer forma de discriminação.

Reforço ainda que, antes da partida, em entrevista exclusiva ao detentor de direitos, expus minha visão sobre o episódio, classificando como covarde a atitude do jogador que tapou a boca para praticar atos racistas. Jamais colocaria em dúvida a palavra da vítima em um caso grave como esse.

Por fim, reitero meu total apoio a Vinícius Júnior em mais um lamentável episódio envolvendo racismo no esporte, algo que já não deveria mais ocorrer, mas que infelizmente ainda se repete e, muitas vezes, passa impune”.

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