Antes de tudo, após a derrota para por 2 a 0 para o Corinthians, no Estádio Mané Garrincha, Filipe Luís analisou o momento do Flamengo. Primeiramente, ele afastou qualquer leitura de problema físico. Em seguida, o treinador afirmou que início de preparação não explica resultado. “Os dois times estão no começo de temporada, os dois times estamos ainda alcançando a melhor forma física”, afirmou.
Ao comparar Flamengo e Corinthians nos duelos físicos, Filipe foi direto ao rebater a hipótese de inferioridade rubro-negra. “Se fosse a parte física, com certeza não seria assim. Segundo tempo com um a menos, a tendência é que o Corinthians fizesse três, quatro e ganhasse com sobras”, disse o técnico.
Segundo ele, o comportamento da equipe após a expulsão reforça essa leitura. “A verdade é que a minha equipe acabou com um a menos o segundo tempo todo, praticamente, no campo do adversário”, destacou, ao explicar que o time conseguiu competir mesmo em desvantagem numérica.
Filipe também tratou das derrotas recentes, que já somam três partidas consecutivas com a equipe principal, e pediu cuidado com análises generalizadas. “Cada derrota tem contextos diferentes. O jogo do Carioca teve um contexto de um time totalmente mesclado, a derrota do Brasileiro aconteceu fora de casa”, explicou.
O treinador reforçou que resultados negativos fazem parte do processo e que expectativa alta não garante vitórias. “Esse elenco incrível nos dá a possibilidade de lutar por títulos, não garante ganhar”, afirmou. Para ele, o comportamento da equipe precisa ser o ponto de partida. “O que nós temos que fazer é lutar até o último segundo e deixar tudo no campo.”
Como Filipe Luís viu a expulsão de Jorge Carrascal?
Questionado sobre a expulsão de Carrascal confirmada apenas no intervalo, Filipe demonstrou surpresa com a condução do VAR. “Nunca tinha visto isso na minha vida. Preparamos todo o plano para jogar 11 contra 11”, disse, ao relatar que precisou ajustar a estratégia após a decisão da arbitragem.
Por fim, Filipe rejeitou comparações com temporadas anteriores e pediu estabilidade no ambiente. “Não tem nada a ver uma temporada com a outra. Se começar a comparar, aí sim vai começar crise, catástrofe”, afirmou. O técnico concluiu destacando a importância do apoio da torcida. “Quarta-feira tem um jogo muito importante, e precisamos mais do que nunca do apoio deles.”





