Antes de mais nada, o debate sobre a utilização do gramado sintético no Brasil segue em alta nesta quinta-feira, 11. O Flamengo, que protocolou junto à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) uma substituição dos gramados sintéticos por naturais, voltou a se manifestar.
Desse modo, na manhã desta quinta-feira, os clubes que utilizam o piso sintético divulgaram uma nota conjunta aonde explicaram os seus pontos para a utilização do gramado. Na manifestação, os clubes também reconheceram a necessidade de melhoria dos pisos em todo o país. Aliás, em resposta, o Flamengo explicou os seus principais pontos e chamou de “gramado de plástico” os pisos sintéticos do país.
Por fim, no total, o Flamengo divulgou seis itens explicando suas propostas e supostas “fake news”. O rubro-negro usou como base o seu protocolo junto à CBF, além dos gramados sintéticos utilizados no Brasil.
Veja a manifestação do rubro-negro:
O Flamengo protocolou, junto à CBF, uma sugestão detalhada de mais de 20 páginas. Com metodologia de avaliação, parâmetros técnicos, recomendações de melhorias estruturais para a evolução gradativa dos gramados brasileiros de 2026 até 2029.
O Flamengo sugere um processo gradativo de substituição dos gramados sintéticos por naturais ou híbridos ao longo de 2 anos para a Série A e 3 anos para a Série B.
A maior parte dos estudos tem fortes indicativos que os gramados sintéticos aumentam o risco de lesões mais graves. Como rompimento de ligamentos e entorses de joelho, por causa da tração maior e impacto no corpo do atleta.
Os atletas em vasta maioria se manifestam contra o gramado sintético, mesmo os dos clubes que tem essa superfície em especial, os jogadores de destaque.
Superfícies sintéticas esquentam muito mais que a grama natural (até +30ºC em alguns casos e acima de 60ºC sob sol forte) aumentando o risco de insolação, cansaço extremo e queimaduras por atrito.
As principais ligas de elite (Inglaterra, Espanha, Alemanha tc.) exigem grama natural na 1ª divisão e a União Europeia definiu banir o inflill plástico (microplástico) nesses campos até 2031, refletindo a tendência global de restrição.




