O Flamengo acertou a compra de mais 20% dos direitos econômicos do atacanye Ryan Roberto junto ao Athletico. A operação, concluída por R$ 1,5 milhão, eleva a fatia rubro-negra para 70%, enquanto o clube paranaense permanece com os 30% restantes.
A Agência RTI Esporte apurou que o Flamengo tenta renovar o contrato do jogador, atualmente válido até março de 2027, mas encontra resistência por parte do estafe do atleta, que vê com bons olhos o interesse crescente do futebol europeu.
Negociação travada e pressão do mercado
As tratativas são conduzidas por José Boto, diretor esportivo do Flamengo, responsável por intermediar o diálogo com os representantes de Ryan Roberto. Apesar das conversas em andamento, o impasse tem sido influenciado pelas constantes sondagens vindas do exterior.
Clubes da Alemanha, Espanha, França, Inglaterra, Itália e Portugal monitoram a situação do meia. O interesse mais recente partiu do Shakhtar Donetsk, que sinalizou com uma investida, mas sequer teve proposta analisada pelo Flamengo.
Afastamento como estratégia
Diante do cenário, o clube adotou uma postura mais rígida. Desde a última semana, Ryan Roberto treina em separado e foi retirado das partidas do time Sub-20. A diretoria condiciona a reintegração à assinatura de um novo contrato.
A medida é vista internamente como forma de proteger o ativo e evitar uma saída em condições desfavoráveis. Ao mesmo tempo, aumenta a pressão sobre o entorno do jogador para destravar a negociação.
Trajetória e títulos na base
Ryan Roberto chegou ao Flamengo ainda jovem, após passagem pelo Athletico Paranaense, e rapidamente se destacou nas categorias inferiores. Com perfil técnico e visão de jogo apurada, tornou-se peça importante nas equipes de base.
Durante sua formação, o atacante participou de campanhas vitoriosas, acumulando títulos relevantes como a Copa Intercontinental Sub-20 (2025), Campeonato Carioca Sub-17 (2024) e a Copa Rio (2024 e 2025).
Multa rescisória e plano do Flamengo
Internamente, o Flamengo trata Ryan Roberto como ativo estratégico. A multa rescisória atual gira em torno de 50 milhões de euros (R$ 292,7 milhões, na cotação atual) para transferências ao exterior, valor considerado alto, mas que pode ser reajustado em caso de renovação.
A diretoria rubro-negra entende que a cria das divisões de base tem potencial de mercado e busca ampliar a proteção contratual. A ideia é elevar a multa e garantir melhores condições em uma eventual negociação futura.
