Flamengo, Corinthians, São Paulo e Palmeiras podem perder até R$ 842 milhões com proibição de bets

Clubes estão entre os mais impactados por eventual veto a patrocínios de casas de apostas no futebol brasileiro
Flamengo, Corinthians, São Paulo e Palmeiras podem perder até R$ 842 milhões com proibição de bets
Fotomontagem: Wilson Pimentel/ Agência RTI Esporte

Antes de mais nada, a possível proibição de patrocínios de casas de apostas no futebol brasileiro acendeu alerta entre dirigentes. Estimativas do mercado apontam que a medida pode provocar um impacto financeiro de aproximadamente R$ 842 milhões aos clubes, considerando contratos máster, propriedades de camisa e acordos institucionais.

Atualmente, cerca de 60% dos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro mantêm vínculo comercial com empresas do setor. As bets se consolidaram, nos últimos anos, como principais investidoras do futebol nacional, ocupando espaço deixado por bancos, instituições financeiras e companhias estatais.

Clubes com maior exposição

Entre os mais afetados estariam Flamengo, Corinthians, São Paulo e Palmeiras. As quatro equipes figuram entre as que possuem contratos mais robustos com empresas de apostas, seja como patrocinador principal, seja em ativações secundárias.

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Os acordos, em muitos casos, representam a maior fatia da receita comercial anual. Uma ruptura abrupta obrigaria os clubes a reestruturar seus planejamentos orçamentários, rever investimentos em contratações e até ajustar folhas salariais.

Dependência crescente

Desde a regulamentação do setor no Brasil, as empresas de apostas ampliaram presença nas camisas, placas de publicidade e propriedades digitais. O fluxo de capital ajudou a elevar receitas e equilibrar caixas em um período de recuperação econômica.

Por outro lado, o avanço do debate sobre publicidade e seus impactos sociais colocou o tema no centro das discussões políticas. Caso a proibição avance, os clubes terão pouco tempo para substituir contratos de alto valor — tarefa complexa em um mercado ainda em adaptação.

Desafio de reposição

A eventual saída das bets exigiria criatividade comercial e novas parcerias estratégicas. Setores como tecnologia, varejo e energia aparecem como alternativas, mas dificilmente, no curto prazo, atingiriam o mesmo patamar de investimento.

Diante desse cenário, dirigentes acompanham com atenção o andamento das propostas. A decisão final poderá redefinir a estrutura de receitas do futebol brasileiro e impactar diretamente o nível de competitividade das principais equipes do País.

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