Antes de mais nada, o ex-ponta-direita Alcindo Sartori conversou com a reportagem da Rádio Manchete sobre a final da Copa Libertadores da América. Autor do primeiro gol na história da Copa do Brasil, em 1989, o paranaense destacou que Flamengo e Palmeiras chegam fortes a final.
“Não tem favorito. Os dois são tricampeões e investiram muito nos últimos anos. O Palmeiras tropeçou no Brasileirão dentro de casa. O Flamengo manteve resultados. Por isso eu diria 52% a 48%, mas reconheceu que isso não garante nada. Final é um jogo só. Não dá para cravar nada”, revelou.
Ademais, ele recordou seus tempos de São Paulo e Corinthians para falar da rivalidade. “Enfrentar o Palmeiras era como um Fla-Flu. Sempre foi quente. As torcidas adoram se provocar. E esse título vale demais para qualquer lado.”
Em relação aos possíveis destaques, Alcindo foi direto. “Arrascaeta, por exemplo, sempre desequilibra. Everton Cebolinha ganhou chance e vem bem. Bruno Henrique ajuda sempre. Só precisa cuidar dos contra-ataques do Palmeiras, que são rápidos”, disse antes de finalizar:
“Na hora do jogo estarei desembarcando no Japão. Espero chegar com vitória do Flamengo, mas estarei na torcida. Quero chegar do outro lado do mundo colocando a faixa de campeão da Libertadores.”
Alcindo chegou à base do Flamengo após se destacar pelo Cascavel
Alcindo começou no time de Cascavel, mas ganhou projeção ao surgir na base do Flamengo. Subiu para o profissional, convivendo com nomes históricos como Zico e Júnior. Rápido e habilidoso, lutou por espaço, mas não se firmou entre os titulares.
Acabou como reserva de Bebeto e Renato Gaúcho na campanha do título do Módulo Verde, em 1987. Em 1990, deixou a Gávea rumo ao São Paulo. A passagem foi curta, e no ano seguinte já vestia a camisa do Grêmio.
No clube gaúcho, teve sequência e ganhou espaço, mostrando regularidade antes de receber um convite decisivo de um velho conhecido. Por fim, após duas temporadas em Porto Alegre, Alcindo aceitou o chamado de Zico para jogar na recém-criada J-League.
Defendeu o Kashima Antlers, o mesmo clube do ídolo rubro-negro, e virou referência. Em duas temporadas, disputou 71 partidas e marcou 50 gols, consolidando seu nome no início da era profissional do futebol japonês. Finalmente, ele também jogou pelo Fluminense, Cabofriense e CFZ.




