Antes de tudo, Júnior Lopes, ex-Flamengo, Fluminense, Vasco e Cruzeiro, foi o convidado do podcast da Agência RTI Esporte, desta sexta-feira, 28. Entre outros temas sobre futebol, o treinador opinou sobre a final da Libertadores entre Flamengo e Palmeiras.
“Realmente, é um jogo que está todo mundo aguardando. E o Flamengo provou no Brasileiro, principalmente nas últimas rodadas, a força do elenco. Tem mais opções de troca, opções de reposições mantendo o nível de qualidade”, disse antes de prosseguir:
“O Palmeiras, nas últimas rodadas, perdeu um pouquinho nisso. Mas jogo único é diferente”, analisou. Eu acho que está 50-50. O time do Flamengo é até um pouquinho superior, pouca coisa, mas é. Jogo único iguala bastante.”
Além disso, Júnior Lopes lembrou o estilo de Abel Ferreira e o poder de mobilização do Palmeiras em jogos decisivos.
“O Abel é um cara esperto, um cara matreiro, que adora esse tipo de jogo. Haja visto todo o clima que foi criado na semifinal para reverter o 3 a 0 da LDU. Eles conseguiram. Então não dá para cravar”, disse.
Como Júnior Lopes vê Abel Ferreira e Filipe Luís?
Ao comparar as estratégias dos clubes na semana da final, o técnico destacou caminhos distintos. “O Flamengo levou o grupo inteiro para o jogo contra o Atlético Mineiro. Já o Palmeiras poupou a equipe inteira. Não existe regra. Vale muito do dia a dia, vale muito do treinador”, avaliou.
Para ele, tanto Abel quanto Filipe Luís trabalharam segundo o momento das equipes. “Os dois caminharam numa direção certa. O Flamengo vinha dando certo, o Palmeiras não vinha e deu uma mudada.”
Em seguida, Júnior destacou que Filipe Luís foi firme ao gerir o grupo. “Não vejo ele como paneleiro, nada disso. Pelo contrário, vejo como um baita gestor. Quando teve que ter pulso firme com o Pedro, ele teve.” Ele elogiou o rodízio implantado pelo treinador. “O Filipe deu minutagem para todos. Todos foram utilizados em 2025. Isso mostra a direção dele, de ser um bom gestor de grupo.”
O que Júnior Lopes falou sobre Arrascaeta e Bruno Henrique?
Ademais, ao falar de Arrascaeta e Bruno Henrique, Júnior Lopes avaliou que a preservação foi bem calculada. “Os jogadores que ele preserva mais, como o Bruno Henrique e o Arrascaeta, têm que ser preservados mesmo. Muito provavelmente o Arrascaeta com certeza, e o Bruno Henrique 99% de início amanhã.”
Por fim, Júnior Lopes entende que o desgaste influiu na mudança de posição do camisa 27. “O Bruno não tem mais aquela recomposição. Vindo por fora, teria obrigação maior de transição defensiva. Hoje ele é mais nove. Ele está se adaptando e está se adaptando bem.”
Em suma, Júnior lembrou que o próprio jogador tem perfil para ser o herói do Flamengo na decisão. “Ele queria ser titular, como todo jogador. Achava que por fora poderia ser. Mas hoje ele é muito perigoso ali na função de nove. É o jogo para o Filipe olhar para o banco e saber: agora é a sua vez. E ele sabe quem ele pode acionar”, concluiu.




