Antes de tudo, o zagueiro João Victor, de 18 anos, comunicou ao Flamengo o desejo de buscar novos caminhos na carreira. O tema foi levado ao diretor esportivo José Boto, que tratou da situação com o técnico Filipe Luís. Após a conversa, ele autorizou o atleta a avaliar possibilidades a partir da próxima janela, prevista para o início de 2026.
A decisão tem como pano de fundo a busca por maior sequência de jogos. Internamente, o Flamengo reconhece o potencial do defensor, mas entende que a concorrência no setor dificulta uma evolução imediata no elenco principal, especialmente dentro do planejamento atual da comissão técnica.
Dessa forma, responsável pela carreira do jogador, o empresário Paulo Pitombeira já se movimenta nos bastidores em busca de interessados. A prioridade do estafe é uma transferência para o futebol europeu, onde o agente mantém bom relacionamento com clubes de mercados tradicionais, como Itália, Espanha, Inglaterra e França.
Apesar do alcance internacional, a estratégia inicial aponta para Portugal, visto como ambiente mais favorável para adaptação esportiva e cultural de jovens atletas. Até o momento, porém, nenhuma proposta oficial chegou à diretoria rubro-negra.
Na temporada, João Victor disputou nove partidas pelo time profissional, sempre em contextos pontuais. A avaliação do entorno do jogador é de que a falta de continuidade limita o processo de amadurecimento, o que reforça a ideia de uma mudança controlada de cenário.
Por fim, mesmo com o desejo de saída, o zagueiro deve ser relacionado para as rodadas iniciais do Campeonato Carioca. Com contrato até dezembro de 2029 e multa rescisória fixada em 70 milhões de euros. Diante disso, o Flamengo mantém posição confortável e só cogita avançar em negociações que atendam aos seus interesses esportivos e financeiros.




