Antes de tudo, a nova direção do Grêmio trabalha na montagem do elenco 2026, pressionada por dívidas com jogadores. Um dos casos envolve o atacante Martin Braithwaite, que notificou formalmente o clube por valores em atraso desde 2024, situação que pode resultar em rescisão contratual caso não haja acordo.
A cobrança gira em torno de R$ 7 milhões e se refere a luvas contratuais previstas no acordo firmado quando o dinamarquês foi anunciado como reforço, em julho do ano passado. O pagamento não foi integralizado, o que levou o atleta a recorrer à notificação.
Integrantes da gestão anterior afirmam que o tema vinha sendo tratado internamente e sem conflito aberto com o jogador. A avaliação era de que o assunto estava sob controle, cenário que mudou com a formalização da cobrança já sob a nova administração.
A atual diretoria, presidida por Odorico Roman, adota postura cautelosa e evita declarações públicas sobre o caso. Internamente, o clube avalia o impacto financeiro e jurídico da situação antes de qualquer posicionamento oficial.
O novo CEO do Grêmio, Alex Leitão, reconheceu recentemente a existência de pendências financeiras com o elenco. Segundo o executivo, há atrasos relacionados à folha salarial de dezembro e ao pagamento do 13º salário.
Além disso, Leitão confirmou a existência de outras dívidas que resultaram em punições esportivas, como o transfer ban aplicado pela Fifa. A direção trabalha para regularizar os débitos e recuperar a capacidade de planejamento do clube.
Quando Braithwaite volta ao time do Grêmio?
Enquanto isso, no campo esportivo, Braithwaite segue em recuperação de uma ruptura no tendão de Aquiles sofrida em setembro. Em suma, o atacante realiza tratamento fisioterápico durante as férias e tem previsão de retorno aos gramados em abril.
Por fim, vale lembrar que o contrato de Martin Braithwaite com o Grêmio vai até julho de 2027. Entretanto, o impasse financeiro pode antecipar o fim do vínculo. A previsão para seu retorno é a partir de abril de 2026.




