O goleiro Hugo Souza entrou novamente no radar do futebol europeu. O Beşiktaş JK sinalizou com uma proposta de 10 milhões de euros para tirá-lo do Corinthians. A diretoria alvinegra, no entanto, considera o valor abaixo do esperado e prefere aguardar a Copa do Mundo visando uma possível valorização do atleta.
Internamente, o clube trabalha com a meta de alcançar até 20 milhões de euros em uma eventual negociação. Hugo tem contrato válido até 31 de dezembro de 2029, multa rescisória fixada em 100 milhões de euros para transferências internacionais e 60% dos direitos econômicos pertencentes ao Corinthians, os outros 40% seguem com o Flamengo.
Projeto pessoal inclui retorno à Europa
O camisa 1 não esconde o desejo de retornar ao Velho Continente após a Copa do Mundo de 2026. Hugo já atuou pelo GD Chaves, de Portugal, e vê com bons olhos a possibilidade de defender um clube de maior expressão nas principais ligas europeias.
Na última janela, além do Besiktas, o AC Milan também formalizou proposta. O Corinthians recusou as investidas por entender que os valores não refletiam o momento do jogador. À época, o próprio goleiro avaliou que uma mudança imediata poderia prejudicar seu espaço na Seleção, já que exigiria período de adaptação.
A empresa que gerencia sua carreira, a OTB Sports, reconheceu recentemente que uma transferência pode acontecer após o Mundial.
Diretoria só aceita proposta robusta
Nos bastidores do Parque São Jorge, o discurso é firme: sem oferta considerada vantajosa, não há negociação. Dirigentes acreditam que uma boa sequência sob o comando de Dorival Júnior pode fortalecer ainda mais o nome do goleiro no mercado internacional.
Desde que chegou ao Corinthians, Hugo soma 104 partidas e três títulos: Campeonato Paulista e Copa do Brasil em 2025, além da Supercopa do Brasil em 2026. O desempenho consistente reacendeu o interesse europeu e colocou o clube diante de um dilema: vender agora ou esperar a valorização pós-Copa.
Enquanto isso, o goleiro mantém o foco na temporada e deixa claro que o sonho de brilhar novamente na Europa segue vivo, mas sem romper com o planejamento do Corinthians, que aposta alto em uma negociação mais lucrativa no futuro.





