Jogadoras do Avaí/Kindermann denunciam atraso salarial e decidem não disputar final do Catarinense Feminino

Atletas afirmam que só entrariam em campo com salários em dia; grupo expôs a situação após nova promessa não cumprida
Jogadoras do Avaí/Kindermann denunciam atraso salarial e decidem não disputar final do Catarinense Feminino
Foto: Reprodução/Rede Social

O elenco do Avaí/Kindermann decidiu não disputar a final do Campeonato Catarinense Feminino em protesto contra os atrasos salariais que chegam a até quatro meses. A decisão foi tomada coletivamente após o descumprimento de uma nova promessa de pagamento por parte da diretoria.

Em apuração da Agência RTI Esporte, uma das jogadoras explicou que o grupo havia deixado claro, antes mesmo da semifinal, que só entraria em campo para a decisão caso os salários fossem regularizados.
“Antes da semifinal já tínhamos avisado o diretor que só jogaríamos a final com o salário na conta. Passou a semi, avisamos novamente antes da final e tivemos a resposta de que dia 20 seria pago um salário. Ontem fomos atrás de respostas e não obtivemos, então hoje fizemos uma reunião e decidimos expor”, contou a atleta, que falou em nome do grupo.

Promessas descumpridas e decisão conjunta

Segundo as jogadoras, a publicação coletiva nas redes sociais foi a última alternativa após tentativas frustradas de resolver a situação internamente.
“Postamos todas juntas, e a repercussão já é enorme. Era essa a intenção, que todos ficassem sabendo”, relatou.

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O grupo afirma que, mesmo diante das dificuldades, continua representando o escudo do Avaí e cobra que o clube também assuma sua responsabilidade.
“Eles tentaram tirar a culpa deles, mas continuamos representando o escudo do Avaí. Então eles continuam responsáveis pela gente”, completou.

Além dos atrasos salariais, duas jogadoras romperam o ligamento cruzado anterior (LCA), uma em abril e outra em agosto, e ainda não foram submetidas à cirurgia reparadora, segundo o relato.

Atrasos de até quatro meses 

Parte do elenco e da comissão técnica recebeu valores parciais, mas a maioria segue com dois a quatro meses de salários pendentes.
“No meio disso tudo, algumas pessoas receberam, tanto comissão quanto atletas, mas ainda assim há atrasos: de dois a três meses para jogadoras e de três a quatro para a comissão”, disse uma das atletas à RTI Esporte.

Além do prejuízo financeiro, as jogadoras afirmam que sofreram pressão interna após expor o caso publicamente.
“O pessoal do Avaí ficou bravo com a gente por ter exposto. Ficaram indignados, dizendo que não era pra ter feito isso”, revelou.

A final do Campeonato Catarinense Feminino ainda não foi disputada, e o futuro da equipe na competição segue indefinido.
Até o momento da publicação desta matéria, o Avaí não havia se pronunciado oficialmente sobre o caso.

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