Leandro Mamute analisa o presente e projeta o futuro do UFC em 2026

Narrador do UFC Pass comenta evolução técnica do MMA, força do Brasil na organização e possíveis lutas que podem abalar o cenário mundial.
Leandro Mamute, narrador do UFC Pass, analisa o momento atual do UFC e projeta lutas para 2026.
Foto: Divulgação

Acompanhando de perto o mais alto nível do MMA mundial, Leandro Mamute é hoje uma das vozes do UFC Pass e uma referência quando o assunto é leitura de luta e narrativa esportiva. Nesta entrevista, ele analisa o momento técnico do UFC, o espaço do Brasil dentro da organização e projeta confrontos capazes de abalar o mundo do MMA nos próximos anos.

Leandro, como narrador do UFC Pass, você acompanha de perto a evolução do MMA mundial. O que mais te chama atenção no cenário atual do UFC em termos de nível técnico e competitividade?

O que mais me impressiona hoje é que o nível técnico atingiu um patamar em que ninguém está seguro no topo. No ano passado, quase todas as categorias tiveram trocas de campeões. Poucos atletas conseguem manter o cinturão com um número considerável de defesas. Leva vantagem quem melhor se adapta ao jogo.

A narração também é uma forma de traduzir a luta para o público. O quanto o seu background e a leitura de combate influenciam na forma como você conta uma luta ao vivo?

Acho importante aliar conhecimento e emoção. É um universo que sempre me seduziu, onde cresci vendo e torcendo por ídolos do esporte. Eu estudo exaustivamente, e isso me ajudou a conquistar as oportunidades que tive até hoje. Para um evento do UFC, me preparo durante cerca de duas semanas, o que me dá confiança. Traduzir o que vejo fica mais fácil porque acompanho o esporte há muito tempo. A emoção sempre foi uma característica da minha narração, em qualquer modalidade. É coração, estudo e humildade para reconhecer que sempre dá para melhorar.

Falando em Brasil, como você avalia o momento dos atletas brasileiros dentro do UFC e o espaço que o país ocupa hoje na organização?

Vejo o Brasil voltando a ser protagonista. Hoje temos dois grandes astros na maior organização de MMA do planeta. Alex Poatan e Charles Oliveira são superestrelas, nomes que atravessaram a bolha do esporte e se tornaram ídolos mundiais. O Brasil sempre foi a principal referência, o grande celeiro de campeões. Somos o berço do esporte.

Alex Poatan é hoje um dos nomes mais impactantes do MMA mundial. Na sua visão, o que podemos esperar dele em 2026, tanto dentro do octógono quanto em termos de legado?

Acredito no terceiro título mundial, o que seria histórico, já que ninguém nunca alcançou esse feito no UFC. Vejo, inclusive, a possibilidade de Poatan se tornar campeão dos pesados em breve. A trajetória dele é cinematográfica, algo que vai além do esporte.

Para encerrar, olhando para o futuro do UFC, quais lutas, categorias ou atletas podem dominar as narrativas nos próximos anos?

Jon Jones contra Alex Poatan seria algo mágico. Vejo também um cenário favorável para Charles Oliveira, vencendo Max Holloway e conquistando o cinturão BMF. Isso pode credenciá-lo novamente para disputar o título dos leves, possivelmente contra Paddy Pimblett, em uma luta excelente para o brasileiro. Acredito ainda que 2026 terá, de fato, um confronto entre Pantoja e Joshua Van — o desfecho de dezembro foi uma fatalidade.

Mas, no topo de tudo, Jon Jones x Alex Poatan seria uma luta capaz de abalar o mundo do MMA, concluiu Mamute.

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