Primeiramente, o técnico Leonardo Jardim assumiu a responsabilidade pela eliminação do Cruzeiro para o Corinthians, na semifinal da Copa do Brasil, após derrota nos pênaltis, na Neo Química Arena. O treinador destacou o desempenho da equipe nos 90 minutos, mas lamentou a queda nas cobranças decisivas.
Questionado sobre o critério para a escolha dos batedores, Jardim explicou que a decisão foi baseada não apenas na qualidade técnica, mas também no aspecto emocional. “Trabalhamos os pênaltis e escolhemos os jogadores de acordo com esse critério. Não é só qualidade, é motivação. Todos os que bateram disseram presente e estavam disponíveis física e emocionalmente”, afirmou.
O treinador também analisou o desempenho da equipe em relação ao jogo de ida, no Mineirão, e reconheceu que a eliminação começou a ser construída naquele confronto. “Acho que perdemos a eliminatória no jogo em casa. Hoje mostramos por que os adeptos gostam desta equipe. Viemos à arena, impusemos o nosso futebol e ganhamos durante os 90 minutos”, disse.
Segundo Jardim, o Cruzeiro vivia seu melhor momento quando sofreu o gol que recolocou o Corinthians no jogo. “Estávamos num período muito bom. Fizemos o 2 a 0 e, num lance de bola parada, num ressalte, sofremos o 2 a 1. O adversário entrou no jogo com a torcida a apoiar e a parte final ficou mais equilibrada”, avaliou.
O que Leonardo Jardim disse sobre as cobranças de pênaltis?
Sobre os pênaltis, o técnico foi direto ao assumir o peso da decisão. “Tínhamos o último pênalti para marcar, estávamos em vantagem e não aproveitamos. Depois perdemos a possibilidade de passar. Mas os pênaltis não apagam o jogo nem a qualidade que apresentamos”, declarou.
Jardim evitou comentar lances de arbitragem e reforçou o sentimento de frustração pelo objetivo não alcançado. “Não era este o resultado que queríamos. Estávamos aqui para ganhar a Copa do Brasil e não conseguimos, nem para nós, nem para os nossos torcedores”, afirmou.
Por fim, o treinador rejeitou qualquer ideia de conformismo na temporada e voltou a assumir a responsabilidade pela eliminação. “Na Copa do Brasil, o objetivo era ganhar. Não conseguimos, e a responsabilidade é totalmente minha. Foi um ano zero, em que recuperamos a confiança dos torcedores e a imagem do Cruzeiro. No futuro, isso pode dar mais alegrias”, concluiu.


